sábado, 4 de julho de 2015

ETE CONVERTE ATEU...




Esta história real, ocorrida na década de 50, ainda fascina, mesmo para quem já leu o livro há tempo, como eu, e ao reler agora, vai se enternecer de um lado e se impressionar de outro.
E embora Dino - pseudônimo do autor - tenha sido alvo de inúmeras críticas e difamações (quase todos contatados foram - ainda mais face às informações que ele trouxe ao mundo e que justo hoje são atuais), há que se ler o material e deduzir por si só se tal homem teria mistificado o contato e se endeusado. Que foi um contato genuíno e com um Ser evoluído,  isso fica claro por várias razões incríveis, que deixarei cada um constatar.

Citação escolhida por Dino para abertura do livro:

EU ME ADMIRO QUE OS SÁBIOS DA TERRA, NÃO OBSTANTE TODOS OS ERROS QUE AINDA NÃO CONSEGUIRAM SANAR, SE BASEIEM NESSA CIÊNCIA FALHA E NEGUEM A CIÊNCIA SUPREMA QUE É DEUS; SÃO COMO UM VAGALUME, QUE ENVAIDECIDO DA SUA LUZ, GRITASSE A TODOS 0S OUTROS VAGALUMES: NÃO EXISTE SOL NENHUM, PORQUE LUZ SÓ PODE HAVER NA MINHA CAUDA.

(Palavras do comandante do disco voador)


Nota importante:
Não encontrei o link do mesmo PDF que eu tinha salvo há anos, e, assim, as páginas citadas abaixo e no decorrer do artigo, não vão coincidir com as do documento acima, somente pelos títulos – porém, como copiei as partes mais chaves, não haverá necessidade de identificar cada página – por outro lado, quem tiver mais tempo e interesse, sugiro ler o livro do começo ao fim, salvo a parte puramente científica, que ocupa o maior número de páginas, que vai interessar mais aos homens e aos que gostam da parte científica.
A seguir, três citações para aguçar sua curiosidade:

Citação da página 79
A matança tornou-se o apanágio dos fortes, dos ricos, dos que não precisam de ajuda e que até mesmo renegam a Deus e não vêem necessidade da presença divina na sua vida. Cegou-os a abastança, o estômago sobrepujou-lhes a visão. Logo a luta é o produto do egoísmo. Também não lutam por princípios, pois um homem de princípios não luta nunca. Os grandes princípios que nortearam a vida de muitos homens na Terra e norteiam, também, a vida dos outros mundos, é o amor a Deus e ao próximo. Se os maiores mandam amar até os inimigos, nenhum outro pode haver que justifique roubar-se a vida dos mais fracos, que mande eliminar um povo para ter-se paz. Só uma paz deve existir: a paz da consciência de todos.

Citações da página 98
Há uma infinidade de coisas que as crianças nunca ouviram falar, e que possivelmente jamais ouvirão. No lugar de oratória, mostrem-lhes como se cultivam as cebolas e os aipos. Ensinem-lhes que o milho, além de bom alimento, usa-se o tronco e palhas para obter-se o furfural, a viscose, xilose, ácido ascético, sabão, álcool, celulose, açúcar, placas, tecidos, combustível, celulose alfa etc., e que nunca devemos enterrar o tronco e as palhas porque não se prestam para Adubo e perpetuam no solo certas pragas. [...]
As crianças podem se esquecer dos nomes dos grandes devastadores da humanidade, mas nunca esquecerão que é possível transformar a luz solar, quase integralmente, em energia utilizável, fazendo-a passar por um gás carbono que se une à água, formando o aldeído fórmico; e que o aldeído oxidado restitui a luz solar em forma de corrente elétrica.

Citações da página 125 e 126
Quero, porém, que você se recorde sempre de uma coisa: não dê tanto valor sobre tudo o que falamos de ciência. A ciência é tão somente um meio de nos proporcionar facilidades e de ensinar-nos como se utilizar das forças da natureza. Busque a ciência para a felicidade de todos, mas busque principalmente a Deus, porque só Ele tem significado no universo. No amor existe a verdadeira ciência. [...]
Ainda é tempo de salvar o mundo. Ao arrependido há sempre uma oportunidade. Não há criminoso que não possa ser perdoado. Se o crime é grande, o amor de Deus é maior que tudo. Se para ser perdoado fosse necessário o tempo, Deus faria que uma fração de segundo se tornasse numa eternidade inteira e sem fim. Os atos divinos não se subordinam ao tempo ou espaço. Eis a razão porque muitos criminosos, num momento, se transformaram em santos e mártires. Por um instante abandonaram o mal com todas as forças do seu coração e se perpetuaram na ação de um segundo divino. Se por uma alma Deus zela com tanta solicitude, não zelaria muito mais pela humanidade?



Ao pesquisar no Google sobre Dino encontrei várias versões, uma delas se encontra aqui, mas sugiro lerem o material primeiro e depois, se interessar, os links a seguir, mas, principalmente um vídeo de uma entrevista feita com ele já com 90 anos ou mais.


Vejam o que o próprio autor disse na entrevista a Claudio Suenega, no link abaixo, entre outros:

“Foi o único livro que escrevi em minha vida”! 
Deduz-se, que os demais livros, que alegam terem sido escritos por ele e que o difamaram de certo modo, não são de sua autoria!
Além disso, porque a Rússia iria distribuir o livro dele entre seus cientistas, dadas as incríveis revelações científicas feitas pelo Comandante do disco voador para Dino, se elas não tivessem algum valor real – e se tem e tiveram de onde ele as teria tirado? Então vamos dar crédito a este caso fantástico e literalmente saborear as citações que tirei do livro em PDF de 130 páginas, mas que aqui, se reduziram a 23.

Creio que toda a polêmica em torno dele, se ele realmente foi o que todos dizem, é que muitos que foram contatados, de fato, acabaram mistificando o contato, criando fantasias e se perdendo em meio à mescla de informações incríveis com ideais altos demais para um ser humano! Foi por isso também, que muitos contatos teriam sido abortados no futuro, face a esta tendência humana. Porém, isso não tira o mérito do livro original ou do primeiro,  caso ele seja, de fato, o autor dos demais, que o teriam denegrido.
E se não foi ele – então ocorreu aqui algo que hoje sabemos é comum: um trabalho meticuloso de desinformação! E não sem razão, pois que suas informações eram e ainda são fortes demais em muitos sentidos. Lendo entenderão.

E vejam só:  ao pesquisar sobre outros possíveis livros, deparei-me com o vídeo do link a seguir, uma entrevista feita pelo Centro de Pesquisas que se fundou em torno de Dino, e que na entrevista revela detalhes interessantes, principalmente no final, onde relata Ufólogos e outros personagens famosos de fora, que o vieram entrevistar, ele já nos seus 90 anos! (O curioso é que tinha visto este vídeo há uns anos e esqueci completamente dele e do seu conteúdo).


Quanto às previsões que não ocorreram na intensidade prevista em termos cataclísmicos, no entanto, ocorrem em termos psicológicos. Acredito, pessoalmente, que o tal ‘astro’ passou, como aliás, provado, e que provocou o início da separação do joio e do trigo, mas não a nível de morte, mas de conduta moral! Por outro lado, sabemos, precisamente hoje, que o Planeta recebeu uma segunda chance. E assim, nenhuma das previsões se cumpriu e nem tampouco as profecias, pois que, se de um lado o ser humano degenerou demais, de outro lado se regenerou, e mesmo que este último grupo seja em menor número, mas sua força é sempre muito maior e, assim, suponho, o futuro também se alterou, para dar chances a todos ainda, para achar a via direita... ou estreita!

E impressionante, ao buscar no Google o livro editado pelo Grupo de Pesquisas Dino K., mencionado no vídeo, Dino, quem é este homem, não achei nem referência no Google, indicando, mais uma vez, a força que tem a desinformação, que não quer que a verdade apareça. Portanto, concluo, com base no vídeo, que as histórias publicadas em torno de um possível Dino, sejam realmente forjadas, e a resposta dada aqui, já comentada acima, confirma tal suspeita:

E foi por isso que o senhor escreveu o livro?
Dino: "Sim, por todos os motivos. Foi ele quem me pediu para escrever. Apenas cumpri uma missão... e foi o único livro que escrevi na minha vida. Várias pessoas leram a obra e gostaram muito. Em 1957, alguém levou o livro para a Rússia e, em março do mesmo ano, a Academia de Ciências da União Soviética enviou uma carta para a editora no Brasil. Então, como naquela época havia muita repressão, o Departamento de Ordem Política e Social do governo controlava tudo, principalmente o que vinha da Rússia [risadas]. O pessoal tinha horror a comunistas. O departamento pegou a carta dos russos, abriu-a e foi até a editora tirar satisfações.


Considerando que o contato ocorreu em 1952, podemos entender melhor as palavras do comandante citadas no início deste artigo, pois,  na época, embora o governo americano já tinha sido visitado e contatado tanto por um grupo negativo quanto positivo (e preferiu se aliar ao primeiro grupo, motivo este que levou os positivos contatar pessoas isoladamente e passar sua mensagem), tal fato ficou conhecido por poucos cientistas e o mundo só recentemente, com o aparecimento de vários indivíduos que iniciaram um amplo programa de esclarecimento – cada país teve e tem os seus – só para citar dois famosos que a maioria conhece: dos Estados Unidos temos David Icke e na Alemanha Jan Udo Holey, que escreveu sua famosa trilogia com o pseudônimo de Jan van Helsing;  este teve seus livros recolhidos, por meio ano ou mais, foi ameaçado de morte, além de ter que enfrentar um tribunal com acusações impressionantes – neste ínterim ele escreveu vários livros, e um deles falando das acusações.

PALAVRAS DE LAURA EISENHOWER
Aproveito para inserir aqui a reportagem  feita sobre a neta do ex-presidente americano D. Eisenhower, presente no III Fórum Mundial de Contatados, ocorrido em junho deste ano em Porto Alegre, e que vi e ouvi pessoalmente, para confirmar a citação acima:


Em uma das palestras mais aguardadas do III Fórum Mundial de Contatados, que ocorre em Porto Alegre neste fim de semana, Laura Eisenhower foi aplaudida de pé. Neste domingo (14), ela falou da sua missão de expor os governos que trabalham com seres extraterrestres para manter seu poder e como as pessoas podem combater essa suposta dominação.
"Estamos sob ataque, mas quando entendemos o jogo, nos libertamos. Nenhum ser ruim pode sobreviver se estivermos unidos e positivos", disse ao público que assistia à sua palestra na capital gaúcha.
Bisneta de Dwight Eisenhower, que governou os Estados Unidos de 1953 a 1961, Laura afirmou que ele acreditava na existência de alienígenas e UFOs e queria entender mais sobre o assunto. Ela também disse ter sido contada pelos seres desde criança e disso surgiu seu interesse em estudar e saber mais.
Considerada uma das vozes mais importantes da ufologia, Laura acredita que o universo está em um período de abertura. Devido a isso, haveria uma presença forte de alienígenas na Terra. O problema, segundo ela, é que parte deles teriam intenções ruins, de controle do planeta. "Os líderes mundiais sabem dessa influência, mas estão interessados em lucrar", defendeu.
Para a ufóloga, existe uma tecnologia extraterrestre é avançada que poderia ajudar a melhorar o planeta. "Muito disso é utilizado para o mal, como máquinas que podem fazer alterações meteorológicas e induzir supertempestades. Eles modificam nosso DNA, fazem lavagens cerebrais e nos enganam", aponta Laura, que se considera uma ativista da Exopolítica.
Em 2006, Laura diz ter sido recrutada para fazer parte de um programa americano chamado Alternativa 3, de colonização de Marte. "Eu não aceitei ir, pois eu acredito no poder do espírito humano. Estaríamos indo para as estrelas, mas precisamos cuidar desse planeta antes". Para ela, os humanos levariam os mesmo dilemas e problemas para outros mundos.
"Às vezes eu sinto que vou ter um ataque cardíaco, mas estou bem", desabafou ao lembrar que é difícil de lidar com a grande quantidade de informação. A solução, segundo a especialista, é aproveitar o período de conexão para se aproximar dos seres extraterrestres que querem o bem. "Só usando o amor e o crescimento espiritual vamos evoluir", afirma.


E agora vamos ao índice do artigo e as diversas citações extraídas do livro
CONTATO COM DISCOS VOADORES por Dino Kraspedon:

Índice do Artigo
Tendo por referência as páginas copiadas neste artigo do meu Livro em PDF:

09 a 23 – Introdução -  falando de como se deu o encontro
17 a 18 – Sobre Deus, Matéria e Energia
19 a 74 – Física e Astronomia no nível de científico
Nota: não copiei nada, pois vai interessar somente a físicos e cientistas – compreensível porque os Russos, ao tomarem conhecimento do caso,  escreveram uma carta a Dino informando que o tornaram leitura “obrigatória” para seus cientistas  e isso, por sua vez, fez com que na época da Guerra Fria, Dino fosse interceptado, interrogado (muito interessante o episódio) e tendo seus 100 livros, pagos com seu dinheiro, recolhidos e proibido de serem reeditados - detalhes no vídeo, comentando o episódio onde foi interrogado, com situações hilárias, dignas de um filme!
75 a 79 – Sobre Meteoros e Viagens Espaciais e considerações sobre o Ser Humano e sua tendência belicosa, o mal, etc.
80 e 81 – Sobre a origem do Anel de Saturno (achei esta parte muito interessante e fácil de entender para leigos em astronomia, por isso a incluo).
96 a 105 – Dispersão de Esforços do Homem (imperdível de se ler – é como se um Pai tivesse falando com os filhos alertando – a mensagem é JUSTO HOJE ATUAL, foi esta parte que me motivou a procurar pelo livro e a publicar parte deles – a princípio quis somente publicar esta parte).
106 a 114 – Sobre o Perigo Atômico e as demais energias que viríamos a descobrir e que hoje são um fato – ele descreve as consequências que hoje são atuais e chocantes!
115 – 124 – Sobre a Vida em outros Planetas do nosso Sistema Solar
125 – 130 - Adeus


Citações do Índice


Páginas 17 a 18 – sobre Deus, Matéria e Energia

Contrariando a ordem natural, vou copiar primeiro o texto integral das páginas 17 a 18, e que na fonte Arial 10, toma uma página, sobre:

DEUS, MATÉRIA E ENERGIA
R. — Sua pergunta foi mal formulada. Antes devia indagar de que se originam matéria e energia, uma vez que ambas são expressão de outra coisa que vocês vêm e sentem, mas que não percebem.
P. — Você se refere ao éter?
R. — Absolutamente, não me refiro ao éter. Este só existe em torno dos planetas até uma determinada altura, e não passa de uma forma de matéria. São ainda efeito as camadas etéreas, e não a Causa. Todavia, faltando-me os elementos fundamentais, dificilmente eu poderia ser-lhe explícito. Isto é, faltam-me os elementos porque vocês raciocinam de modo diferente. Não tenho os termos apropriados em sua língua.
P. — A que elementos você se refere? Matemáticos?
R. — Eu diria melhor teológico.
P. — Que têm a ver matéria e energia com a teologia?
R. — O homem só pode realmente compreender os fenômenos da natureza quando compreende a natureza de Deus.
P. — Bem, eu nunca pude acreditar em Deus, exatamente por não ver qual o papel que ele teria a desempenhar no universo. Se ele existisse e regesse o infinito, a ele devia estar reservado o principal papel da peça. Entretanto sempre me pareceu que não existe um princípio arbitrário a influir na ordem geral, que se possa dizer superior a tudo o que há, porque a matéria, a energia, o movimento dos corpos, enfim tudo se plasma em leis definidas, diríamos de ordem mecânica. - Resta você dizer-me o que é Ele, qual a sua natureza, de que se compõem, quais os seus atributos, como age e atua nas coisas, e demonstre-me não ser a sua pessoa mera figura de proa, decorativa. Não me mostre um Deus submisso às leis mecânicas, que eu jamais poderei crer. Revele-me um Deus maiúsculo, superior às leis.- Se ele está subordinado, quem o subordina lhe é superior, e se as leis têm imperativo sobre Ele, agora os atributos divinos lhe pertencem, e Deus é um simples vassalo. Submisso às leis eu também sou, e não sou Deus.
R. — No seu ceticismo existe a verdade. Eu também jamais creria em um Deus submisso às coisas e a ordem natural. Uma lei não passa de uma convenção, e supõe sempre alguém que a legislou. Ora, o Criador é superior à coisa criada, logo é o juiz que julga a lei. E' um princípio arbitrário, quando o arbítrio se torna necessário para o bem da própria lei e das coisas criadas. Mas a própria criação já é superior à lei, uma vez que um estatuto legal tem a finalidade de amparar. Ela é boa para proteção da criatura, mas se em vez de proteger tornar-se um opróbrio, o legislador tem a faculdade de modificá-la a seu talante. Deus julga, e não é julgado nem sujeito a coisa alguma. Vou dizer-lhe o que penso de Deus, dando-lhe uma definição o mais fácil possível: “Deus ê uma reta isotrópica paralelo a si mesmo e sobre si mesmo vibrando num ângulo de 90 graus" (4). E' como um sistema de eixos, cujo ponto de intersecção das linhas estivesse em toda a parte ao mesmo tempo. Logo múltiplo em si, porque nele contêm dimensões - para servir-me de uma definição terrestre - que contravariadas, "n" seria igual ao infinito. Lembre-se que isto é uma tentativa de explicar o que na linguagem humana é inexplicável. Apreendida essa premissa, podemos agora ir mais longe e estudar como foram criadas a matéria e a energia.
P. — Você, diz criadas?
R. — Digo criadas, porque houve um tempo quando não haviam. Se desde toda a eternidade Houvessem existido, teriam coexistido com Deus, e o Pai não podia ter sido o Criador de uma, coisa tão eterna como Ele. Então diríamos transformador. Deus as fez. O "como" é o que vamos estudar. Sua atenção já se deve ter voltado para uma particularidade interessante da eletricidade: se dentro de um campo magnético formado por um ímã, fizermos girar um rotor, obteremos imediatamente um fluxo de elétrons, que se propaga pela superfície do condutor. Eu mesmo pergunto: de onde vieram esses elétrons? Deve ter vindo de alguma parte. De onde? Eles não vieram de parte alguma. Foram gerados no interior do campo magnético. Como? Conseqüência de uma deformação provocada no campo magnético pela rotação do rotor.

4) Isotrópica — É chamada propriedade isotrópica àquela que têm os corpos de vibrarem em todas as direções. A luz está neste caso.

Páginas 9 a 16 do meu PDF – Introdução
Sobre como se deu o encontro com o Extraterrestre e Dino, de como o ET apareceu em plena São Paulo, seu profundo conhecimento sobre a Bíblia e outros...

AGRADÁVEL SURPRESA

A campainha tilintou três vezes, e em seguida ouvi a voz da minha esposa: aí esta um pastor protestante que deseja falar com você.
Que é que ele quer? - perguntei aflito.
Não sei, mas pelos modos quer doutriná-lo respondeu minha esposa.
Quase todos os domingos apareciam pastores protestantes ou meros pregadores que iam doutrinar-nos ou fazer, convites para o seu culto. Ateu em toda a extensão do termo, àquela época, aborrecia-me as longas dissertações bíblicas. Na realidade eu era avesso a tudo que cheirasse à religião. - Mas nós não combinamos de passear hoje com as crianças? - lembrei.
Penso que não vai ser possível respondeu-me ela. Mas não tem importância. Se não formos hoje, iremos outro dia.
Não é justo que as crianças deixem de passear. Almocem e vão sozinhos. Eu fico Tive desejos de perder a compostura e dizer ao protestante que não ia ser possível recebê-lo, mas afinal o homem não era mau, já que vinha pra ver se conseguia levar-me para o céu. Desci a escada desgostoso, mas conservando o cavalheirismo e procurando sorrir. Sentado, porém, se achava um indivíduo apuradamente vestido, trajando um lindo costume de casimira inglesa que lhe caía bem no corpo atlético. Os pastores são modestos, e esse estava demasiadamente decente. Tinha a camisa alva e o colarinho engomado, com gravata azul de desenhos brancos geométricos. Apenas o sapato demonstrava ter sido usado uns dois meses. Chamaram minha atenção as luvas que usava de um tecido muito fino, que me fez lembrar onde eu havia visto outra igual.
Encarei-o de frente, e tive a voz embargada pelo inesperado: tinha diante de mim o comandante de um disco voador.
Em novembro de 1952, viajando com um amigo, ao atingir o alto da serra de Angatuba, no Estado de São Paulo, quando vínhamos do Paraná, nos defrontamos com cinco discos que pairavam no ar. Era um dia chuvoso, e nada pudemos ver além disso. Mais tarde retomei ao mesmo ponto, onde me conservei durante três dias e três noites, à espera que algum disco aparecesse. Na última noite, depois de uma série de peripécias, que aqui deixamos de narrar para não fugirmos dos propósitos deste livro, um aparelho aterrissou e tivemos oportunidade de penetrar no seu interior e conhecer os seus tripulantes.
Depois de uma permanência de uma hora em visita às instalações do aparelho, quando o comandante gentilmente nos explicou o seu funcionamento, prometeu-nos o fascinante personagem que nos iria visitar tão logo ele pudesse.
E eis que agora, quatro ou cinco meses mais tarde ele cumpria a sua palavra.
Compreendo o seu estado de espírito pelo inesperado - disse-me ele, levantando-se da poltrona e estendendo-me a mão - mas vim retribuir-lhe a visita feita ao meu aparelho. Não só cumpro a palavra empenhada como gozo um intenso prazer em revê-lo.
Verdade - redargüi - que jamais esperei merecer de você gesto tão agradável, principalmente porque nada tenho a oferecer-lhe a não ser a mão de amigo.
Se você me oferecesse a Terra inteira, mas não me desse à mão de amigo, de nada valeria. Só a amizade realmente tem valor. Aceito-a de boamente, pois vim oferecer-lhe a mesma coisa: a minha mão de amigo. Quero desculpar-me por me haver apresentado como um religioso protestante, mas é forçoso que compreenda que sua esposa sentir-se-ia chocada se soubesse da verdade.
Foi uma mentira de cavalheiro - desculpei-o - e devo mesmo agradecer-lhe. Ela ficaria bastante infeliz se um dia pensasse ter um marido metido em franca atividade subversiva, de parceria com um agente estrangeiro que se faz passar por cavaleiro andante do espaço.
Na realidade eu nunca acreditei na origem extraterrena dos discos voadores. Esse assunto me parecia mais uma impostura de seres da própria terra, que aproveitando esse vago desejo que tem a humanidade de possuir irmãos no nosso sistema solar, se apresentava como seres de um outro mundo para melhor exercerem atividades inconfessáveis. Mas o visitante reagiu sorrindo, e acrescentou:
Asseguro-lhe que a indireta é inconsistente, mas não resta dúvida ser o seu dever precaver-se contra possíveis embaraços. Fique certo, porém, que se eu fosse um agente estrangeiro há muito que eu teria dominado a Terra e que você já não existia devido à sua curiosidade em penetrar no disco.
A essa altura surgiu minha esposa com os filhos. Avisou-me que o almoço estava posto que eu convidasse o "pastor". Ela estava saindo e só voltaria à noite.
Durante o almoço, quis experimentar os conhecimentos lingüísticos do meu hóspede e ver se descobria a sua origem pelo sotaque. Encaminhei o assunto para a religião cristã e pedi-lhe que me fizesse recordar as primeiras palavras da Bíblia em língua hebraica, ao que ele atendeu prontamente, sem demonstrar o menor constrangimento ou embaraço:

Breshit bara Elohim,... (1) — recitando um longo trecho. Continuei a palestra no mesmo assunto, sem deixar que ele notasse que estava sendo experimentado. Em certo lugar, fíz-me de esquecido. Comecei falando: Hodie si audieritis vocem meam... (2) e perguntei-lhe: como é mesmo o resto? Ele completou: nolite obdurare corda vestra. Usando o mesmo sistema disse: nolite putare quoniam veni solvere lege aut prophet...— terminando ele: no veni solvere, sed adimplere (3).

[1) Breshit bara Elohim — No princípio criou Deus.
2) Hodie si audieritis vocem meam... nolite obdurare corda vestra, - Hoje se ouvirdes a minha voz, não endureçais os vossos corações .
3) nolite putare quoniam veni solvere lege aut prophet; no veni solvere, sed adimplere – Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas, não vim destruir mas completar. ]

Falei-lhe ainda em inglês e grego. A tudo ele respondeu com perfeição. Não só conhecia às línguas, mas – sabia aprofundar-se no assunto a que eu me reportava, indicando a data, o lugar os acontecimentos históricos e o nome dos protagonistas. Apenas dava algumas vezes, interpretação diferente do nosso ponto de vista ortodoxo. Sua língua pareceu-me arrastar somente quando se expressou em inglês. Entretanto a proficiência com que dissertava sobre questões, mais diversas, deixava-me perplexo.
Ao voltarmos à sala de estar, desejei verificar até onde chegavam os seus conhecimentos científicos, porque uma coisa é tratar de assuntos religiosos e históricos e possuir o dom poliglota, e outra é falar de ciência. -È lógico que falando de ciência, devia não só ter os conhecimentos que temos, mas apresentar algo mais elevado. Caso contrário revelaria ser habitante da própria Terra. Ora, ninguém formula teorias de improviso, a menos que seja um gênio ou que elas não tenham lógica.
— Qual o seu nome? — perguntei-lhe.
— Eu não tenho nome de sentido que vocês aplicam. No meu planeta os nomes são um retrato do caráter do indivíduo. Através dele conhecemos as virtudes e defeitos de uma pessoa, mesmo muito desconhecida. Trata-se de uma combinação de sons, para vocês ininteligíveis, que um não tem igual a outro. Hoje eu tenho um nome, se amanha eu me tornar mais sábio ou melhor, passarei a ter outro. E assim sucessivamente.
— Pois que seja — concordei. Diga-me, porém, de onde você procede.
— Venho de um satélite de Júpiter.
— De que satélite?
— De nenhum especialmente. Tanto vivo em Ganimedes como em Io. Sou como vocês que tanto podem residir em São Paulo, como em Santos ou Guarujá ao mesmo tempo.
— Mas já ouvi dizer que os homens interplanetários são minúsculos, e você é bastante alto (quase dois metros). Como se explica? — perguntei-lhe com o propósito de embaraçá-lo.
— Nem todos são minúsculos. Num mesmo satélite temos homens pequenos e grandes, loiros, pretos ou morenos. Também os homens terrenos são altos, mas há os pigmeus, os tipos médios, os loiros, vermelhos, morenos, pretos. Na diversidade a natureza apresenta a sua unidade.
— Isso não tem importância - disse eu. Conhece-se o leão pelas garras Deve ser do seu conhecimento o esforço prodigioso que fazemos para aprender alguma coisa. Gastamos somas fabulosas em pesquisas, e nem sempre
com resultados animadores. Eu mesmo — como você pode ver pelos meus livros cheios de anotações — estudo muito, mas até hoje nada sei, Perco-me no emaranhado das equações, e a simples introdução de um parâmetro no calculo me poe tonto. Há um problema, por exemplo, que tem gasto o fosfato dos nossos melhores físicos e matemáticos que eu acredito ser fácil para você, cuja ciência permite atravessar os espaços. Trata-se de saber se o que existe na natureza é a energia ou a matéria. É claro que eu não me vou satisfazer com uma simples definição acadêmica, sem uma explicação mais profunda, tratando-se, já se vê, de alguém que deve saber muito sobre o assunto. Podia dizer-me?
O comandante do disco pareceu mergulhar os seus pensamentos num ponto remoto, como se buscasse um meio de abordar o assunto de maneira simples ou procurasse ouvir alguém que lhe falava no fundo da alma. Depois respondeu pausadamente, pesando as palavras uma a uma:
Tendo este capítulo a finalidade precípua de explicar ao leitor como foi que conseguimos iniciar uma palestra em nível mais alto com o comandante de um disco voador, preferimos encerrá-lo neste ponto, retomando o assunto no capítulo seguinte.
Nesse capítulo novo, procuraremos excluir todas as palavras de menor importância que entre nos foram trocadas, sintetizando tudo sob a forma de perguntas e respostas. Torna-se mais cômodo para o leitor.
As páginas seguintes não representam o resultado de uma única palestra, mas sim consequência de cinco encontros que tivemos que se deram nos seguintes locais: uma vez no próprio disco, uma vez em minha residência, duas vezes na Praça da República e uma última na Estação Roosevelt.
Importa esclarecer, outrossim, que as duas palestras que tivemos na Praça da Republica, foram assistidas por um professor de física e matemática, que aqui conservamos o seu anonimato, respeitando as suas altas funções atuais. É possível que muitas respostas não representem o verdadeiro espírito do comandante do disco. Devido o tempo transcorrido, é provável que tenhamos deturpado alguma coisa. Entretanto, conservamos o substrato das respostas, baseando nos em apontamentos feitos na época.
Procuramos, porém, na parte atinente à religião, excluir muita coisa que pudesse ferir os pontos de vista das seitas ou igrejas existentes. Apenas queremos afirmar, por ser para nós um dever de consciência, que as dificuldades que lhe apresentamos com relação à Bíblia foram por ele desfeitas, dando-nos respostas sobre a criação do homem, a ressurreição do corpo, o porquê da dor humana, etc., que confirmaram a veracidade desse livro. Para nós sua argumentação foi tão satisfatória que nos nos fizemos cristãos. É possível, porém, que o que para nós foi compreensível para outros não passe de um absurdo. Eximimo-nos, pois, de publicar essas questões, a não ser quando, forçados, para não prejudicar o assunto. Com essas ressalvas, passemos agora à matéria que nos pareceu mais interessante.

 Páginas 75 a 79 do meu PDF - sobre os Meteoros, Viagens Espaciais, Guerras Humanas, o Mal, etc.

Convém abrimos um parêntesis para eu explicar-lhe o fenômeno dos meteoros, que atingem os planetas. Se eles alcançam a camada etérea em sentido contrário ao seu movimento, são despedaçados. Mas se vêem no mesmo sentido, conseguem, algumas vezes, atingir à superfície do planeta. Depende, porém, da velocidade que chegam ao planeta.
Se vamos da Terra para Júpiter, geralmente passamos por Marte ou Vênus, dependendo da posição que os planetas tenham no momento.
No caso de vocês, que não têm grandes recursos técnicos para correção de velocidade no espaço, se se aventurassem a uma viagem a Júpiter o procedimento devia ser o seguinte:
A Terra se movimenta com 106.000 km/h, Marte com 86.000 e Júpiter com 47.000. Saindo da Terra com 106.000, seria perigoso atingir Júpiter com apenas 47.000 km/h. A solução seria pousarem em Marte, passando a desenvolver velocidade idêntica a esse planeta, ou sejam 86.000 km/h. Uma diferença de até 40.000 km/h contra o éter não produz atrito considerável. Para evitarem imprevistos deviam ligar os tubos de Geissler no momento da tomada de contato, evitando no máximo o atrito. Com a velocidade fornecida por Marte fariam a viagem até Júpiter, embora levando um grande tempo para a travessia.
Em Júpiter jamais deveriam atingir o planeta, mas sim os satélites. A estreita camada etérea oferece sérios riscos na tomada de contato, a menos que o aparelho possua recursos próprios para frenagem no espaço. De preferência deveriam atingir primeiro Ganimedes que tem grande camada atmosférica e etérea e possui alta velocidade. Io também seria aconselhável.
Seria um erro para vocês, se passassem por Vênus, porque nesse planeta obteriam uma velocidade de 126.000 km/h, e a diferença seria grande demais para Júpiter.
Se um dia vocês saírem da Terra com essas precauções, verão o seu planeta afastar-se, como se fugisse, e verão o planeta visado vir de encontro, sem o mínimo abalo. Mas não viagem sem pesar todas as conseqüências
P. — Que aconteceria se parássemos o aparelho? Digamos: se nos aproximássemos do planeta sem aceleração horizontal, apenas com a vertical?
R. — Somente uma vez na vida pode o homem cometer um erro assim. Não haveria uma segunda vez. Seriam destruídos inapelàvelmente. O choque teria uma intensidade inigualável. E' o mesmo que alguém ficasse parado sobre os trilhos de uma estrada de ferro, e contra o seu corpo se chocasse uma locomotiva desenvolvendo alta velocidade.
Pois saiba, que muitos cometeram esse engano e: morreram. Duro foi para nós aprender os segredos do espaço. Vocês não teriam as nossas dificuldades se um dia chegarem a viajar pelo espaço, porque nós lhes diremos os perigos que podem tolher os passos do viajor afoito. Basta ouvir-nos, e diz a pedagogia terrestre que mais inteligente é o indivíduo que aproveita a experiência alheia, do que aquele que chega à mesma conclusão a custa da própria experiência.
Note que vocês ameaçam dominar-nos e até destruir-nos, mas nem assim queremos a sua ruína. Muito ao contrário, lastimaríamos um insucesso dos terrenos, como lastimamos muitas coisas que vocês fazem. Queremos vê-los como cavaleiros do espaço manobrando as rédeas de um corcel fogoso, ou como marujos destemidos singrando as águas revoltas do cosmo.
Talvez que assim compreendessem a grandeza da obra de Deus, que distribuiu riquezas a mãos cheias em todos os quadrantes do infinito, e vejam que não há necessidade de brigarem por terra e espaço vital. Lutar por espaço vital é revelar ignorância da grandeza do universo; é portar-se como o peru, que fechado num círculo simbólico, não tem o raciocínio suficiente para ver que basta dar um passo e ganhar a amplidão.
E nem vivam a destruir os filhos de Deus, em guerras de carnificina, por miseráveis poços de petróleo, que não passam de buraquinhos feitos à superfície terrestre. Querem-se energia, o espaço a envia em todas as direções por meio dos raios cósmicos.
E como se estivessem morrendo de sede, navegando sobre o rio Amazonas. Basta baixar o vasilhame e enchê-lo à vontade.
Se quiser parar com as guerras e viver como criaturas racionais, nos ensinaremos como coletar a energia — quer seja atômica, solar, magnética, cósmica... Aprendam a ser pacíficos e misericordiosos, e os outros irmãos mais velhos do sistema ensinarão como fazer disto num jardim mais deslumbrante que aqueles dos contos de fantasia.
Não creia que Deus fez o mundo mau, porque o Seu desejo é que todos sejam felizes. Ele não se pode satisfazer com o sofrimento de ninguém. A dor, o sofrimento físico ou moral, as dificuldades, não podem elevar ninguém, mas demonstra somente o estado de aviltamento dos sentidos em que o homem se encontra. Se alguma coisa faz o sofrimento, é produzir revolta e blasfêmias contra Aquele que só nos faz ininterruptamente o bem.
Cada um é responsável pela miséria e opróbrio em que se encontra. Modifique o homem o seu coração, faça propósitos sinceros de ser bom e misericordioso, e imediatamente terá ao seu lado uma multidão de homens irmãos, que darão auxílio, sem mencionar-se a ajuda e o júbilo do alto. Fique certo que o Pai está mais aparelhado para dar do que o filho para pedir.
Se um dia você contar aos outros o que lhe falei, diga-lhes. que eu pessoalmente e em nome dos habitantes do meu planeta, assegurei, que se um dia qualquer país ou mundo abominar a destruição, eu, e comigo milhares de outros indivíduos, viremos dar lhes auxílio material e todo o apoio moral. Se em vez de um país for um homem, viremos a esse homem, e nem um fio do seu cabelo perecerá. E' que não contamos somente com as nossas forças, mas com o poder principal do universo, que secunda sempre os esforços das criaturas quando elas caminham em direção ao bem.
Atualmente as grandes potências terrestres se preparam para fazer a guerra. Dentro de alguns anos estarão com as espadas limadas para fazerem o holocausto ao seu deus Moloch, e uma multidão de vítimas sofrerá o efeito do interesse comercial de alguns potentados, que não medem conseqüências para colimar os seus objetivos, mesmo que em detrimento da vida de tantos.
Lastimo a cegueira humana. Pregam a paz, e destroem a Terra; falam de amor, e executam os mandamentos do ódio; crêem no progresso, e aviltam os sentidos até descer mais baixo que as feras.
Desde muito tempo que assistimos à carnificina terrestre, e tínhamos esperanças que o homem um dia compreendesse a obra de Deus e se arrependesse. Aguardamos a transformação, mas tudo inútil. Inútil eu sei que ainda é virmos mostrar-lhes a nossa presença e oferecermos-lhes auxílio. Cumprimos, porém, uma ordem, e deixamos que o nosso coração se satisfaça em estender a mão aos outros.
Você deve ficar pensando porque é que eu lhe conto os nossos conhecimentos, sem restrições,  e não encontra explicação. E' que o que temos, gostamos de repartir com quem não tem.
Fazemos, também, como um remédio dado a uma criança. Se ele é amargo, coloca-se-o num doce. Com essa explicação científica fazemos-lhes um desesperado apelo para que se unam no grande ideal cristão de fraternidade e que abominem as guerras e as prescrevam para sempre.
E' um aviso de que estamos dispostos a ajudá-los com todos os nossos recursos, sem nada cobrarmos a não ser o direito de os chamarmos "amigos", se isso vocês TIOS permitirem. Não nos interessam as suas matérias primas, porque podemos obté-las por transformação à vontade. Queremos vir a Terra e aterrissarmos nas suas cidades, conviver com o povo, gozar da sua companhia. Se não pudéssemos baixar devido à pressa, nós os saudaríamos com um inclinar de asas amistosas. E vocês iriam até nos, conviveriam e viveriam também no nosso mundo, usando tudo o que tivéssemos, porque na nossa sociedade os bens não têm preço. A moeda corrente entre nós é a fraternidade. Não negociamos com os bens que Deus nos dá, mas nos colocamos na posição de despenseiros. A mão está estendida para um aperto; não queremos recolhê-la vazia. Pretendemos levar conosco o calor da amizade. Entretanto, não aceitaremos para nós uma fraternidade que os homens não usam entre si. Que remos as migalhas, o que sobrar do coração humano, quando ele vibrar de amor para com quem habita com ele o mesmo mundo. No dia que houver um festivo banquete de amor no mundo, aceitaremos o que sobrar e que cair da mesa.
Se a causa das guerras é a miséria, digam-nos e nós os ajudaremos. Entristece-me, porém, ver que esse não é o motivo; porque os povos pobres dificilmente lutam.

A matança tornou-se o apanágio dos fortes, dos ricos, dos que não precisam de ajuda e que até mesmo renegam a Deus e não vêem necessidade da presença divina na sua vida. Cegou-os a abastança, o estômago sobrepujou-lhes a visão. Logo a luta é o produto do egoísmo. Também não lutam por princípios, pois um homem de princípios não luta nunca. Os grandes princípios que nortearam a vida de muitos homens na Terra e norteiam, também, a vida dos outros mundos, é o amor a Deus e ao próximo. Se os maiores mandam amar até os inimigos, nenhum outro pode haver que justifique roubar-se a vida dos mais fracos, que mande eliminar um povo para ter-se paz. Só uma paz deve existir: a paz da consciência de todos.


Página 80 a 81 do meu PDF – sobre como se criou o Anel em torno de Saturno

P.  — Baseado na sua teoria de que a luz solar repele os corpos, e que essa luz, refletida na Lua exerce pressão sobre a Terra, inclusive provocando as marés, porque é que a Lua, quando corta a órbita da Terra na parte anterior provoca um adianto na revolução terrestre e um atraso quando corta a parte posterior?
R. — É claro que estando a Lua na frente da Terra, a pressão da luz atua com um impulso sobre a superfície lunar. Estando a Lua no campo terrestre, esse impulso à superfície lunar se transmite pelo magnetismo à Terra, como se fosse um impulso sobre a retaguarda terrestre. Isso se passa como um sistema de transmissão de forças. O contrário se dá quando a Lua se coloca à retaguarda do seu planeta. Fazendo uma pressão sobre ela, é como se se opusesse à Terra.
P. — Você me disse que se um cometa viesse em sentido contrário ao de rotação terrestre seria espatifado. Entretanto, parece que os cometas evitam a aproximação com os outros corpos, como é o caso daqueles, que ao se aproximarem dos satélites de Júpiter são desviados. Por quê?
R. — Isto ainda é devido à repulsão que a luz provoca nos corpos. Os satélites refletem a luz não só sobre o planeta como em todos os sentidos. Assim, atuam como espelhos sobre os cometas. Com todos os satélites conjugados, o invasor recebe um impulso contrário e é obrigado a mudar de direção. Bastante elucidativo é o fenômeno, que se aproximou do Sol um cometa que foi ao mesmo tempo repelido, dando-lhe o astro uma velocidade de 2.200 km/s. Tudo depende da velocidade com que um corpo se aproxime de outro e da posição que os satélites tenham nesse momento. Se a ação de repulsão provocada pela luz refletida dos satélites for efetuada formando um ângulo com a direção do invasor, infalivelmente ele será desviado; mas se essa repulsão for contra a direção, então o cometa tem boas probabilidades de atingir o planeta, porque a sua aceleração, embora diminua à medida que penetre lhe garantirá o encontro.
Foi o que se deu com o planeta Saturno. Um cometa penetrou no sistema, esfacelou um satélite que se achava no seu caminho e ambos, satélite e cometa se transformaram num grande anel. Nesse anel ainda podem ser vistas a massa cometária e a massa do satélite, formando círculos concêntricos, de acordo com a densidade da matéria de cada um.

Páginas 96 a 105 do meu PDF  – Dispersão de Esforços do Homem

Negritei partes do texto que eu considerei mais significativos!

O QUE ELES PENSAM DE NÓS

P. — O que pensa o amigo sobre nós? Poderia apontar os nossos pontos fracos? Num jogo de cartas, quem está fora sabe qual é o lance que deve ser feito, melhor que os que jogam. E' claro que o seu julgamento seria isento de ânimo. Que devemos fazer no sentido do progresso, para alcançar a felicidade?
R. — Você quer ser feliz, e pensa que o progresso material é a palavra mágica que faz a rocha brotar água. Não é a posse de bens ou de conhecimento que pode tornar o homem feliz ou infeliz. Os animais não têm posse nem conhecimento, mas são felizes como Deus os fez. O selvagem, no seu habitat, vive tranqüilo, não obstante sua pobreza e ignorância. Provavelmente não trocaria o seu desconforto e falta de conhecimento pela ilustradíssima casaca de um sábio que toma parte em simpósios científicos.
A verdadeira felicidade humana deve estar em. compreender que Deus a reservou para um glorioso destino, na submissão às leis do Criador, no sentimento de amor para com os circunstantes. De que serve o homem ter tudo e tudo saber, dominar todas as forças da natureza se não é capaz de manter domínio no seu coração?
Muitos homens de ciência se ergueram no mundo, e arrogantemente se sentiram superiores aos outros homens. Mas morreram, e Seus princípios foram depois mostrados que eram inexatos. Deles ficou a lembrança de indivíduos que pensavam tudo saber, mas que estavam enganados e que nem mesmo conheciam a si próprio.
Outros ficaram célebres pela posse de bens, materiais, mas a morte destruiu ó seu império e no último instante sentiram-se infelizes como ninguém vendo que viveram na ilusão. Com ciência e dinheiro ninguém morreu feliz. Entretanto, os que revelaram a sabedoria através do amor ainda perduram no coração humano, tendo expirado felizes e assim vivido. Maria de Nazareth, Florence Nightingale, João o Evangelista, ainda estão vivos como indivíduos veros, fazendo que a luz do seu amor ilumine a vida de muitos. Pode ficar certo, que o santo terrestre Francisco de Assis está numa altura tão elevada que o sábio que fez a bomba atômica jamais lhe pode tocar a planta dos pés. E ele era ignorante...
Há homens de muitos bens na Terra. Todavia, a sua riqueza não impede que um filho se torne homicida ou ladrão. Nesse caso a riqueza o fez feliz?... Esse homem rico manda o filho a uma universidade, e depois de alguns anos ele volta ilustrado e com um título. Mas acaso um título faz do indivíduo um homem de bem?
Quantos advogados há que são ladrões? Quantos médicos assassinos e quantos engenheiros estelionatários? Quantos religiosos imorais?
Eu acredito que um pai sentir-se-ia feliz sem ter nada para comer, tendo no filho um modelo de virtudes, que afundado em dinheiro ver o filho preso como ladrão ou assassino.
P. — Eu sei que a elevação moral é superior a tudo. Mas eu queria saber do nosso ponto de vista material, com exclusão da parte moral, quais as falhas principais dos nossos métodos, o que é capaz de entravar; o nosso futuro.
R. — Ninguém pode excluir do progresso a questão moral. Mas já que você deseja conhecer os efeitos e não a causa, vou apontá-los:
O mal humano é nunca saber andar sem estar com os olhos voltados para o caminho percorrido. A conseqüência é petrificar-se numa estátua de sal, como a mulher de Lot. Espírito conservador por excelência, o homem prefere viver na saudade de um tempo que jamais pode voltar, do que na esperança de um futuro radioso. Teme o dia seguinte, em vez de auxiliar o futuro a preparar-lhe o caminho. Despende enormes esforços com o que não pode ajudá-lo; gasta tempo precioso a cultuar inutilidades.
Por exemplo, gastam dinheiro, tempo do professor, tempo do aluno, despesas de instalações, fosfato, para ensinar línguas mortas, que já deviam estar sepultadas. Para ensinar coisas inúteis gastam papel, tinta, impressos, giz e mil outras coisas que podiam ser mais bem aproveitadas. Porque, em vez de uma língua extinta, não ensinam o processo da fotossíntese? Mais vale saber o que significa um gradiente potencial ou uma somatória de junções do que conhecer todas as declinações de uma língua extinta. Mas em vez de desvendarem o futuro que é grandioso, preferem viver entre as múmias da história, desenterrando caveira para injetar-lhes vida fictícia.
Há uma infinidade de coisas que as crianças nunca ouviram falar, e que possivelmente jamais ouvirão. No lugar de oratória, mostrem-lhes como se cultivam as cebolas e os aipos. Ensinem-lhes que o milho, além de bom alimento, usa-se o tronco e palhas para obter-se o furfural, a viscose, xilose, ácido ascético, sabão, álcool, celulose, açúcar, placas, tecidos, combustível, celulose alfa etc., e que nunca devemos enterrar o tronco e as palhas porque não se prestam para Adubo e perpetuam no solo certas pragas.
Digam-lhes o que quer dizer potencial hidrogeniônico do solo, como se corrige a acidez, quais as necessidades da terra em nitrogênio, césio, cobalto, enxofre, manganês, fósforo. Mostrem-lhes que os hormônios vegetais podem produzir folhas de couve com três metros de altura, maçãs com vários quilos, tão tenras como pêssegos. Ensinem-lhes que a luciferina, combinada com hormônios vegetais e enzimas, faz que as flores produzam luz esverdeada como lâmpadas elétricas, e que as rosas assim tratadas se tornam gigantes reluzentes.
As crianças podem se esquecer dos nomes dos grandes devastadores da humanidade, mas nunca esquecerão que é possível transformar a luz solar, quase integralmente, em energia utilizável, fazendo-a passar por um gás carbono que se une à água, formando o aldeído fórmico; e que o aldeído oxidado restitui a luz solar em forma de corrente elétrica.
Muito mais beleza existe no ponto de viragem da química do que na matéria referente à destruição de Cartago
Milhões de indivíduos morrem de câncer, enquanto nas escolas ensinam às crianças as cores das bandeiras das nações, brutalizando o inato sentimento gregário do homem, que desconhece, intuitivamente, às barreiras artificiais que o poder econômico ergue no mundo. Em vez de decorarem a palavra China, que aprendam césio; em lugar de França, Brasil, Estados Unidos, União Soviética, conheçam nitrogênio, fósforo, enxofre, ferro. Ensinem que esses elementos, entre outros, produzem as proteínas, e que estas, unidas a um núcleo de césio, formam o fator anticancerígeno que o fígado normalmente compõe. Digam-lhes que essas mesmas proteínas, unidas ao cobalto, são o fator anti-anêmico, conhecido como vitamina B12.
Em vez de tecerem loas ao poder destrutivo de um invasor, mostrem-lhes que o hidrogênio pesado é um dos principais responsáveis pelo câncer, quando se radica na célula, e que o césio tem a propriedade de lhe roubar um elétron, tornando-o hidrogênio simples e inofensivo. Dêem-lhes estatísticas indicativas que demonstrem que o câncer ataca mais as pessoas crianças ou velhas, que não têm ainda o poder viril ou que já o esgotaram, e que assim o sexo é uma arma de defesa orgânica e os seus hormônios não devem ser desperdiçados por mera satisfação dos instintos.
Ensine-se que em vez de bebidas, era preferível que se tomasse extrato hepático com enzimas, porque estes elementos fazem o câncer regredir.
Eu me admiro de uma humanidade que ainda não descobriu o fator antituberculoso, vá a uma escola decorar figuras de retórica e aprender peroração. Isso devia constituir passa-tempo de quem não tem problemas mortais que devastam milhões de pessoas. É o mesmo que um homem, que estivesse às vascas da agonia, se postasse a estudar a métrica dos versos alexandrinos.
Mas tudo isso reunido ainda não constitui o maior pecado humano. A dispersão de esforços atinge um grau impressionante. Eu não tenho todos os elementos estatísticos do mundo, nem do seu país, mas podemos fazer um cálculo aproximado: Há neste país cerca de 50.000.000 de criaturas. Desse número, 30 milhões são constituídos de crianças ainda não produtivas; 10 milhões são representados por mulheres, e só restam 10 milhões de homens.
Nesse número se incluem velhos aposentados e desocupados, mendigos, tuberculosos, leprosos, loucos, aleijadas, cegos, ladrões, penitenciários, desempregados, desajustados. Grande parte se de diabos ramos especulativos, sem nada produzir, como atacadistas, varejistas, empregados de balcão, corretores de imóveis e de títulos advogados, banqueiros e bancários etc. Outra parte se ocupa em atividades tais como policiais, exército, marinha, aeronáutica, magistrados e seus auxiliares, pessoal diplomático, funcionalismo público, etc. Restam apenas uns dois milhões de homens produtivos, que se dividem entre a agricultura e a indústria. Restaria ver se esse pessoal, que se dedica à agricultura, também é produtivo no bom sentido do termo, e se as indústrias são aquelas que realmente o país precisa. De qualquer maneira, porém, supondo que esses homens fossem produtivos, teríamos 2 milhões para 50 milhões, ou seja 1 homem trabalhando para 25 — o que é absurdo se considerarmos que esse indivíduo, que produz para 25, é o de menos recurso, sem máquinas que o auxiliem, sangrado, escorchado pelos que vivem do seu suor e que mantêm um elevado padrão de vida.
Do número de 1 milhão que se dedica à vida do campo, grande parte ainda prejudica a sociedade, pois produz fumo, maconha ou se dedica à engorda de animais que destroem a terra ou vão depois intoxicar a humanidade com a carne.
Dos que se dedicam à indústria, podemos dizer outro tanto. As indústrias são boas, e as chaminés são os pulmões que expelem o carbono do organismo social. Mas o esforço humano nesse sentido é quase nulo.
Quando fazem fábricas, nem sempre é para solucionar os problemas fundamentais. A grande maioria se dedica à fabricação de cosméticos, jóias, inúteis cintos para mulheres, bolsas sem finalidade, chapéus que realçam a vaidade, batons, esmalte de unhas, sapatos que fazem mal aos pés e atacam os músculos do ventre, meias que não protegem, cigarro para envenenar o organismo, chicletes de mascar, bolas de futebol, arma de caça e violência pessoal, munições, material decorativo, molhos irritantes, bebidas alcoólicas etc., Quando há um sem número de outras coisas úteis e necessárias, que podiam ser fabricadas em grande quantidade, como agasalhos em abundância, remédios, neutralizantes de ervas, hormônios vegetais sintéticos, aparelhos para captar energia, fogões eletrônicos, alimentos concentrados para socorrer populações flageladas, livros de ciência e filosofia, sapatos plásticos, instrumentos cirúrgicos e ortopédicos, adubos, plantadeiras e colhedeiras mecânicas, neutralizantes de insetos, casas pré-fabricadas, móveis in-destrutíveis, melhores colchões, aparelhos de sondagem do solo, precipitadores de azoto etc.etc.
Mas façamos caso omisso de toda essa dispersão de esforços e vejamos como vocês empregam o suor desses 2 milhões, que bem ou mal fazem alguma coisa:
Suponho que a despesa do seu país orce, anualmente, pela casa dos 65 bilhões de cruzeiros. Dessa importância, 45 bilhões são gastos com as forças armadas, 15 bilhões são despendidos com o funcionalismo, assembléias, juros da dívida pública, amortizações, banquetes despesas governamentais, ministério do exterior, viagens protocolares, máquina eleitoral etc.
Resta uma pequena parte que se dedica a bons fins, como a educação, saúde e agricultura.
Imagine se todo esse potencial econômico fosse revertido na construção de estradas, escolas, hospitais, igrejas, centros de pesquisas, saneamento, indústrias novas, habitação, agasalho, medicamentos, transporte... Calcule se toda essa imensa legião de desocupados que se vê perambulando pelas ruas durante o dia passasse a ser uma nova fonte de produção.
Toda a verba consumida pela República ainda não é tudo. E as despesas estaduais? Já verificou todo o dinheiro gasto com o governo, funcionalismo público, polícia? Quantos policiais há só no seu estado? Fique certo que só despesa com os cavalos mantidos para os desfiles daria para alimentar e agasalhar uma multidão de famintos que perambulam pelas ruas sob o sereno e a chuva. E parece irônico que numa sociedade cujos membros sofrem fome e frio, vivam cavalos com rações balanceadas, cobertos com boas mantas de lã.
Necessário a polícia? Sim, necessário. É a necessidade do estado policiado que falava Rousseau. Mas se o é foi porque os homens a fizeram imprescindível. Se um povo gasta o seu suor com coisas más, da sua leviandade vem a miséria, o roubo e o assassinato. Houvesse abundância, e ninguém pensaria em matar ou roubar. No fundo de toda a exaltação dos instintos humanos está o dinheiro, porque através dele vêm os recalques, a ganância, a voracidade dos lucros, a falta de misericórdia. Se há o roubo, não é porque o ladrão tenha amor ao crime, a não ser exceções, mas porque sente-se roubado pela sociedade que lhe arrebatou o direito de ter a sua casa, poder plantar sem pagar aluguel a ninguém e gozar amplamente da liberdade que a natureza nunca regateou.

Devido ao sistema de vida atual, [imagine HOJE, em 2015 – ele fala de 1952!!!]  o gasto de combustíveis é alarmante. Os automóveis, com capacidade para muitas pessoas, correm com um único indivíduo, que na maior parte das vezes está se divertindo, enquanto o outro que trabalha não tem meios de locomoção. O voraz desejo de lucro e o comércio criam necessidades de gasolina, óleos, pneus etc. Modificassem a sociedade, e veriam desaparecer os carros que atravancam as ruas na hora do "rush". Não só haveria economia de combustíveis, mas de automóveis.
O homem poderia trabalhar menos de um ano em toda a sua vida e viver melhor que o mais rico da Terra.
Mas para a sociedade humana até o progresso é perigoso. Evolua a cibernética, e os homens morrerão de fome devido ao desemprego. Entretanto, até o serviço manual que hoje fazem, poderia ser executado por cérebros eletrônicos obedientes, prestativos e incansáveis. Esses "robôs" podiam arar, semear, lançar inseticidas, adubar, podar, colher, beneficiar. Se vissem uma planta doente, saberiam julgar se convinha que ela fosse tratada ou se apresentava perigo para as outras e devia ser sacrificada. Essas maquinas atingiriam um grau de aperfeiçoamento que automaticamente dirigiriam os veículos terrestres, sem perigo de atropelo ou acidentes, pilotariam os aviões com segurança, comunicando à base terrestre possíveis defeitos e tomando as medidas de reparação em pleno vôo. Mediriam o metabolismo e se comportariam como médicos, fornecendo, inclusive, energias restauradoras. Com muito menos do que gastam com cigarros todos os anos acabariam com o câncer. Com um décimo do dinheiro empregado em bebidas fariam sumir a lepra da face da terra, e a tuberculose não mais seria nomeada nas estatísticas.
O controle da atmosfera poderia regular o clima, evitando as catástrofes coletivas e salvando as colheitas.
Células elétricas poderiam ser colocadas nas ruas, que absorveriam todo, o ruído cuja vibração fosse de natureza irritante. [meu sonho de consumo – e estes postes de luz sobre a superfície, além do perigo, são feios literalmente].
O ensino podia ser modificado. Naturalmente, com uma modificação fundamental, enviaria os professores para casa, e na atual situação do mundo seria uma péssima coisa, pois essas criaturas iriam passar sérias privações.
Hoje um indivíduo gasta o melhor da sua vida debruçado sobre os livros, indo dos 7 aos 30 anos, e no fim vê desolado que nada aprendeu e que muito ainda tem pela frente. A própria vida é curta para aprender. Todavia, usando o sonambulismo com verdadeiro espírito científico, podia ser modificado o panorama do ensino. Em algumas horas uma criança podia aprender toda uma ciência, que atualmente demanda tempo e rouba o verdor dos anos. E aprenderia com o máximo de exatidão.
Bastaria que a deixássemos cair num sono hipnótico dirigido, sob a ação de um medicamento como a canabis sativa ou a combinação de clorofórmio e morfina, aplicados em intervalos, e um professor de psicologia lhe ditasse ao ouvido toda a matéria a ser aprendida. Isto podia ser feito em grande escala, a milhares de alunos ao mesmo tempo, fazendo uso de fones no ouvido dos sonâmbulos. Seria mais cômodo, fácil, barato, não levaria tempo e não sacrificaria a criança com longas lições, impertinências dos professores e outros inconvenientes do atual sistema. O aluno podia ir cedo para o colégio, dormir e voltar com o pergaminho de doutor em ciência metido no bolso.
Seria pouco o tempo para aprender? Não podia o professor ditar-lhe, nesse prazo, toda uma matéria científica? O espírito desconhece as relações de espaço e tempo, e para ele toda uma eternidade pode ser resumida num segundo e um segundo transformar-se numa eternidade inteira e sem fim. Crie-se um sistema de transmissão rápido. O pensamento humano é irradiado numa faixa de cinco milímetros. Envie-se-lhe mensagens elétricas nessa faixa, em ondas sucessivas, e toda a ciência humana poderá ser transmitida em pouco tempo.
O mesmo método devia ser empregado para dissipar as tendências atávicas e o pendor para o crime, No sono hipnótico a mente se torna dócil, apta para aprender e julgar o proveito das boas lições. Podiam ir mais além e derrubar a barreira "O", que existe entre o consciente e o inconsciente humano, e todo o conhecimento de espírito livre afloraria ao consciente do paciente como uma bagagem presente. Entretanto, essa tentativa requer certa técnica, que só com o tempo pode ser aprendida inteiramente, porque há o perigo de desaparecer da mente a relação do tempo.
As penitenciárias podiam ser esvaziadas, primeiro porque destruindo da mente humana a tendência para o crime, não existiriam mais os malfazejos; segundo porque os criminosos seriam reeducados pelo processo sonambúlico e reintegrados na sociedade.
Modificada em seu arcabouço, a sociedade venceria os prejuízos morais que tolhem os seus passos. O homem venceria a morte, ressuscitando os seus mortos. Não haveria nem a velhice sobre a Terra.
P. — Ressuscitar os mortos como?
R. — Para vencer a morte é preciso conhecer os fundamentos da vida. O que dá vida ao corpo é o espírito. Ora, mas este se liga àquele através de laços magnéticos.
Num solenóide, a corrente circulando provoca o aparecimento de um campo que atrai o ferro para o interior da bobina. Todo campo necessita de um núcleo que lhe receba as linhas de força geradas. Atraindo o ferro, o solenóide pode ser virado de todos os lados que o núcleo não se desprende. Não há nenhum laço visível que o prenda, mas meras linhas de força, na proporção de algumas mil, que não se vê à vista desarmada.
O que se passa entre o ferro e o solenóide é idêntico ao espírito e o corpo. Este é o solenóide, cuja corrente é mensurável pela encefalografia; aquele é o núcleo de ferro atraído.
Se o campo magnético, formado pelo corpo, sofrer uma interrupção no circuito das suas linhas de força, ou se a corrente elétrica que o alimenta deixar de circular, o espírito se desprende. Isso é a morte.
Entretanto, se a lesão que provocou a interrupção for sanada através de uso de aparelhagem adequada, que restabeleça o campo, o espírito, se o chamarmos, voltará e se unirá à matéria, caindo de novo sob o campo res-tabelecido. Para isso use-se o ectoplasma humano ou vegetal, que restabelece a parte lesada.
A morte é, pois, um defeito que pode ser concertado. Eu não digo que o homem viva eternamente, mas poderia fazê-lo ao ponto de causar inveja a Matusalém. Este não viveu mais porque o dilúvio o consumiu, mas se o homem fosse bom, as forças da natureza, em vez de destruí-lo, o preservariam ainda.
Disse-lhe o que eu penso, do ponto de vista material, mas muito mais eu poderia dizer do espiritual, indicando-lhes caminhos que até hoje a ciência jamais sonhou. Você preferiu o material. Cada um tem o que deseja...

Páginas 106 a 114 do meu PDF – sobre o Perigo Atômico e outros
Este texto é extremamente atual e chocante – muitas coisas já se realizaram, pois eles, com certeza, já dispunham de algo similar ao looking glass, e podiam ver as probabilidades óbvias sobre o nosso futuro, dado o caráter do ser humano, sempre tendendo para o mal em termos gerais.

O PERIGO ATÔMICO
P. — Quer dizer-me porque você acha que corremos perigo com o uso da energia atômica?
R. — Eu não digo que o uso da energia atômica ofereça perigo à humanidade. O que eu afirmo é que o ódio guerreiro, aliado à energia atômica, destruirá a Terra.
Toda medalha tem duas faces. Depende do que escolherem. A energia elétrica é útil ao homem para fazer girar os motores, fábricas, produzir luz abundante, remédios, enfim tudo o que a vida moderna necessita. Todavia, com ela também fazem cadeiras elétricas para tirar a vida do próximo.
A dinamite é útil para as conquistas pacíficas, servindo para a derrubada de pedreiras, minas, abertura de canais; mas serve, porém, para instrumentos de carnificina.
A aviação é um passo a frente no caminho da paz, para congraçamento dos homens, mas é com ela que semeiam a destruição de cidades e levam o luto aos lares, lançando à orfandade multidões de inocentes criancinhas que nada sabem dos interesses comerciais dos grandes da Terra,
Há aquela historia de Creso, que transformava em ouro tudo o que tocava. Pois bem: o homem é um Creso às avessas. Se tocar no ouro puro que Deus lhe oferece, transforma-o na lama podre que pesteia o mundo.
A energia atômica é uma dádiva de Deus, desde que usada com parcimônia e com finalidades pacíficas. O seu uso imoderado e o emprego na guerra pode ser o extermínio total e inapelável da vida nos padrões hoje conhecidos no seu planeta.
Ainda não foi escrito o último capítulo da energia atômica, nem na Terra nem em qualquer outra parte do universo. Na realidade não pode ser escrito por ninguém, porque não tem fim. Vocês Ainda estão engatinhando nesse ramo imenso. Logo irá ao hidrogênio e à fusão do núcleo, depois aos raios gama como arma de destruição. Se não destruírem o globo com bombas de hidrogênio fá-lo-ão de outro modo mais poderoso. Um dia chegará o fim. Quando nada, ao descobrirem o efeito magnético dos mundos arrasariam tudo. Ponha-se um macaco num laboratório e veja-se o resultado.
Os terrenos têm pela frente dois caminhos: a vida e a morte. Saibam escolher com inteligência.
P. — Você quer dizer que a energia atômica é boa, mas usada na guerra é que é má, não é isso? Mas então o seu efeito só é pernicioso do ponto de vista moral, não é mesmo?
R. — Eu falo nos dois sentidos. Sobre o aspecto moral até seria ocioso dizer. Falo também do material.
P. — Qual o seu efeito de ordem material?
R. — Dentro em breve vocês terão bombas de hidrogênio devastadoras. Ora, eu lhe disse que nas altas camadas da atmosfera existem reações físico-químicas, que se dão com a penetração das ondas do Sol. Essas camadas não só coam a radiatividade, como são o sustentáculo da Terra. O homem é muitas vezes admirável nos seus gestos de generosidade, quando se torna bom e tem uma boa dose de inteligência. Outras vezes se revela néscio. Se um pequeno aumento de atividade solar perturba a vida na Terra, alterando os humanos, as ondas, hertzianas, o clima etc., quanto mal poderá fazer um aumento de radiatividade injetada diretamente no próprio coração terrestre pelas bombas de hidrogênio? Uma perturbação solar é periódica, mas logo o seu efeito desaparece porque é o resultado de ondas; mas a radiatividade produzida pelas bombas de hidrogênio tem efeito duradouro, visto que a poeira atômica se mantém em suspensão, levando tempo para cair. Quando está suspensa oferece perigo para as altas camadas; quando cai envenena tudo.
Um planeta é um organismo delicado, cujo equilíbrio natural não pode ser destruído impunemente. O surto radiativo começa por influir no cérebro do homem, perturbando-o sensivelmente. Logo verão a loucura campear sobre a Terra, Com as bombas de hidrogênio ficarão libertos os cavaleiros do apocalipse, que foram designados para o dia e hora. Elementos agora desconhecidos aparecerão e envenenarão as plantas, e com elas os homens e animais. Os mares serão envenenados e os peixes morrerão. As águas ficarão contaminadas na própria fonte, porque ao caírem das nuvens já serão radiativas. Chuvas de partículas cairão sobre a Terra e as colheitas perecerão.
Também as camadas atmosféricas serão alteradas. Da sua análise depende a estabilidade dó planeta. Então deixarão de dar luz e influirão sobre a luminosidade solar. Não podendo elas mais coarem as ondas solares, vocês verão o astro luminoso de cor negra e sentirão sensações indescritíveis. Terão cenas dantescas. É aí que os terrenos hão de ver quanto erram era a teoria que se baseia na constância da energia luminosa de 300.000 km/s. A Terra receberá á energia em ondas ultravioletas, com velocidades de milhões de quilômetros por segundo.
Entretanto, não obstante a intensidade solar, não haverá luz, mas um vermelho ferruginoso junto do solo. Os homens .terão um frio atroz, mas as suas carnes serão queimadas como por ferro em brasa devido às ondas; de raios atínicos. Se um homem olhar para o Sol as suas órbitas apodrecerão.
São as altas camadas que produzem ou evitam os terremotos. Com uma alteração intensa a terra toda tremerá, e as cidades das nações perecerão como um castelo de cartas. Por baixo terão a terra oscilante e por cima ardor intenso e escuridão. As águas dos mares, comprimidas com violências pelas ondas solares, formando ondas monstruosas. Os pólos sofrerão maior pressão da luz, e derretendo-se em parte alterarão o volume das águas, enquanto as pessoas das cidades marítimas desmaiarão de terror. Será o rugir das águas formando um dueto mortal com o estrondo interno da terra.
Na marcha que prosseguem as explosões atômicas o calor médio da Terra já começa a ser alterado e assim prosseguirá em 0,3 graus anualmente. Se vier então a guerra de hidrogênio será o pandemônio. Com o que já tem as altas camadas basta para derreter a calota polar e inundar as cidades baixas. Em 20 anos haveria uma diferença de 6 graus centígrados. Antes disso estaria derretida todo o gelo dos pólos.
Doenças estranhas aparecerão. O fígado é o laboratório orgânico, e ficando atacado pela ingestão de elementos radiativos espalhados no mundo, perderá a sua capacidade de produzir os elementos de defesa. A leucemia dizimará as crianças, cuja vida sexual ainda esteja adormecida, e com elas os velhos esgotados por excesso de prazer. O câncer campeará célere. Pestes esquisitas atacarão a pele e os olhos, e não haverá remédio.
As mulheres que amamentarem chorarão de desgosto, sabendo que o seu leite, que devia ser a vida do rebento, leva com ele venenos letais que serão a destruição dos ossos da criança e leucemia. Muitas, não podendo resistir tanto sofrimento, buscarão a morte, amaldiçoando a vida e os que lançaram tanto desespero no mundo.
Então a humanidade verá até onde lhes levou o progresso sem Deus: loucos pelas ruas, estropiados em todos os sentidos, hospitais abarrotados, cemitérios cheios, celeiros vazios, milhões destruídos pela guerra, crianças vagando sem pai, cidades destruídas, os campos contaminados, a água envenenada, multidões aterrorizadas, peste, angústias, blasfêmias, dor, desolação. Na Terra a angústia dos povos, nos céus as leis cósmicas abaladas. Será que não compreenderão que só o progresso do espírito ligado a Deus pode ter valor e conduzir o homem no caminho da paz? Será que nem assim verão que só o amor pode levar o homem a alcançar a eternidade?
Mas ainda não é tudo. Ao mesmo tempo em que o potencial atômico se prepara nos arsenais para ferir a Terra num só golpe, os foguetes teleguiados ficarão mais aperfeiçoados. Chegará o dia que os exércitos perderão a sua razão de ser, as marinhas não terão mais valor e a aviação, por mais aperfeiçoada que seja será obsoleta.
Os homens se destruirão apertando botões. Então será o grande perigo. Num momento, como o lampejar do raio, uma nuvem de fogo poderá aniquilar toda a vida terrestre.
Um foguete, para seguir de um continente a outro, carece de atingir zonas onde só existe o hidrogênio puro. Naturalmente adaptarão uma bomba de hidrogênio à ponta desse foguete. Ora, nas altas camadas as reações atômicas se processam por meio de outras leis diferentes das que imperam na Terra. Os campos magnéticos atuam mais fracos, e o gatilho das bombas é acionado com maior facilidade. A massa crítica e a distância crítica das massas não são as mesmas. Pode acontecer então a grande catástrofe: uma bomba de hidrogênio de reação química pode explodir na grande massa de hidrogênio puro da alta camada, e toda a Terra transformar-se num inferno de fogo. Ainda que a bomba só funcione com hidrogênio pesado, o meio homogêneo garantirá a transformação dessas camadas em hélio, subitamente. Então será o fim. Talvez seja melhor que o fim lento.
Se isso acontecer, será cumprido o que foi predito pelo chefe do colégio apostólico, São Pedro, ao escrever o último capítulo da sua carta. Quando chegar esse dia ninguém saberá, porque o golpe será dado de surpresa, não havendo uma declaração formal de hostilidades. Os homens estarão se julgando seguros vivendo normalmente, enquanto um louco apertará o botão, apunhalando a Terra e assassinando os seus habitantes. O que o homem semeou durante todos esses anos de vida sem Deus em breve poderá ceifar a mãos cheias, porque as espigas da ciência já se tornaram maduras.
P. — Quais os elementos que alterarão o fígado, dando lugar às doenças?
R. — Os elementos radiativos alterarão as proteínas, e estas atacarão o fígado. O carbono influirá no metabolismo. O cobalto, que forma o fator anti-anêmico, em vez de beneficiar destruirá os glóbulos do sangue. Um isótopo do estrôncio se unirá ao cálcio e atingirá os ossos. O fósforo localizando-se no cérebro, atingirá os centros que comandam os instintos humanos; com ele o iodo radiativo penetrará nas principais glândulas do corpo. O alumínio e o magnésio influirão nas glândulas sexuais. Com a destruição de zonas do hipotálamo, os homens sentirão fomes atrozes, quando nada terão para comer; outros terão desejos sexuais incontroláveis. Se a glândula tiróide sofrer re-dução, desaparecerá a relação que existe com a supra-renal, e esta, descontrolada, produzirá excesso de adrenalina ou então nenhuma.
P. — Que tem a ver a tiróide com a supra-renal?
R. — Você não vê o tigre, para manter-se na floresta e conservar-se feroz tem a supra-renais duas vezes maiores que a tiróide, enquanto esta glândula no homem é grande e a supra-renal pequena? A relação é evidente.
P. — Tudo isso é uma simples possibilidade ou certeza?
R. — Essa resposta eu não a posso dar. Vocês terrenos é que me poderão dizer se vão deixar isso no terreno das hipóteses ou se vão transformar em realidade. O homem tem o seu livre arbítrio. Ninguém lhe pode ditar o que deve fazer. A única coisa que eu posso dizer é que essas são as conseqüências. Que não façam como o aprendiz de feiticeiro, com coisas que não sabem ainda qual o resultado.
Os homens estão fazendo explodir bombas, sem saberem que o seu efeito não é imediato. Tudo se passa como no ponto de viragem da química: o experimentador vai deixando cair as gotas sem que nada aconteça; num momento, porém, a gota fatal atinge a solução e tudo se transforma. Desse instante ninguém mais controla a reação.
A persistência radiativa das altas camadas produz o mesmo efeito. Ora, ninguém subiu da terra a uma determinada altura que pudesse medir e observar o que se passa. Se houvessem conhecido a luminosidade terrena antes, vista de fora, e pudessem observar agora, veriam a diferença. A poeira radiativa que permanece na estratosfera já dá para temer pela sorte dos homens.
As explosões experimentais continuarão, e a guerra um dia reclamará o seu direito de fazer-se representar com. um acréscimo dessa radioatividade. Que os cientistas terrestres estourem bombas durante mais quinze anos e verão qual o resultado da sua insensatez. Será tarde demais. Se alguém pudesse calcular o efeito de duzentas bombas de hidrogênio sobre a camada mais elevada da exosfera que circunda o planeta, seria capaz de sair gritando pelas ruas, pedindo que não fizessem essa loucura.
Infelizmente, meu amigo, a Terra está na mão de doidos varridos, e são esses desequilibrados que nos acusarão de mentirosos se dissermos a verdade. O mal tem que vir, mas ai daquele que o comete. Sua sorte está selada. Não pense o tal que ninguém lhe pedirá contas pelas vidas ceifadas em nome de interesses, sejam quais forem. Todos esperamos um dia de prestação de contas, quando iremos dizer o que fizemos dos dons que nos foram legados pelo Criador. Quanto aos bons, que não estejam aflitos, porque Deus saberá como livrá-los da hora que se aproxima. O justo não pagará pelo pecador. Isto só acontece uma vez, e já se passou há muito tempo. Nós mesmos, se nos fosse determinado, poderíamos evacuar a Terra, retirando dela os que merecessem. Temos milhares de aparelhos, cada um com capacidade para conduzir milhares. Não podemos, porém, intervir, sem que alguém mais alto julgue se é conveniente e indique quais os que merecem ser tirados desse inferno. Mas saiba que os justos não estão desamparados, porque há olhos invisíveis vigilantes, que observam este pequenino planeta, e sabem muito bem os que agem sem má intenção. Pegue a sua Bíblia e leia como Lot foi tirado de Sodoma quando esta estava para ser destruída, e compare figura. Leia, também, como Enoque e Elias foram levados num carro de fogo. Não há, pois, dificuldade alguma, e se recebêssemos uma ordem dessas, saberíamos como cumpri-la cabalmente.
Digo-lhe mais: se esse alguém julgasse que a Terra devia ser destruída, nós confiaríamos na sua sabedoria e executaríamos as suas ordens sem pestanejar. Jamais discutiríamos. Faríamos como Abraão, que se dispôs a sacrificar o filho para ser obediente a Deus. Podemos, num segundo arrasar tudo o que neste planeta existe, sem que fique qualquer coisa na sua superfície ate tenha vida. Antes que olhassem para o céu o planeta já teria sido sacrificado.
Temos os meios, e sabemos corno usá-los. Pense que se a Terra, com um século somente de progresso científico, pôde atingir poder destrutivo tão grande, quanto temos nós, se considerarmos que quando os terrestres ainda não conheciam as matemáticas nós já fazíamos viagens interplanetárias com propulsão da energia cósmica ?
P. — Mas isso pode acontecer? Alguém seria capaz de mandar destruir-nos?
R. — Pode, perfeitamente. Não é justo que a loucura do homem ponha em perigo a estabilidade do sistema planetário e destrua a vida de outros que se acham distantes.
Se um novo sol entrasse no nosso sistema não seria tão perigoso como se a camada de hidrogênio terrestre explodisse. Semearia o caos em vários globos habitados. O desequilíbrio de forças seria fatal para muitos, se fosse repentino. Então só haveria uma solução antecipada: a destruição da matéria viva na Terra. Seria esterilizada em questão de segundos.
Mas eu não posso afirmar que isso é o que vai se dar. Não sou eu quem toma resoluções dessa envergadura, nem é ninguém que habite um planeta...

É o momento azado para que os cientistas terrestres parem e meditem, que o ser humano deixe de julgar-se o rei da criação, que o homem da Terra desça do pedestal que a sua arrogância o colocou e compreenda que se é seu costume oprimir os fracos pode se dar o.caso que um mais forte resolva fazê-lo calar.
Já houve quem aconselhasse a conquista dos outros planetas e que fôssemos subjugados. É desmedido atrevimento humano. É sandice demais. Podíamos repetir a essas pessoas o capítulo de Isaias, que diz: "Como caíste do céu, ó estrêla-dalva! Tu que dizias no teu coração: subirei mais alto que as estrelas do Altíssimo e dominarei sobre as bandas do Aquilão, no monte da santidade. Mas foste projetado ao abismo. (Isaias, cap. 14). Ou então podíamos repetir o que foi feito quando os homens, em Babel, pretendiam atingir o céu com uma torre. A torre hoje volta a ameaçar os céus, representada pela ciência terrestre, e oxalá não desçamos para confundir a linguagem dos homens.
Enquanto o homem fazia as suas guerrinhas de conquistas, tudo toleravamos. Apenas nos mantivemos isolados, evitando maior contato com quem não nos podia compreender. Agora o homem representa um sério risco para todos, e pior pode ficar amanhã.

Desconheço o fim de tudo isto; não sei nem mesmo se o homem se arrependerá do seu caminho e muito menos se uma inteligência superior vai continuar tolerando por muito tempo ou se vai resolver a agir, porque eu sou um ser de ínfimos atributos e o meu alcance é muito curto ainda para dizer qual deve ser o destino das coisas terrestres. Mas é tempo que o homem pare e medite. Não custa pensar um pouco. Basta de loucura. Chega de crimes. Poupem-se e poupem-nos. Não nos induzam a um gesto de supremo desespero, não nos induzam ao mal. Não nos levem à violência que tanto condenamos e que nos faria amargar eternamente. Vivam, e deixem que vivamos...
Conhecemos as suas coisas melhor que vocês mesmos. Sabemos quando se reúnem os condutores da guerra e quais as suas deliberações. Assistimos as suas reuniões de gabinetes, conhecemos-lhes a hipocrisia quando trocam gentilezas, lemos-lhes no espírito as intenções. Esteja certo que antes que nos pusessem em perigo nós agiríamos. Temos ordens de nos defender.
Fizemos todo o possível para demonstrar que há poderes superiores aos da Terra, querendo demonstrar aos homens que a posse da força não faculta a violência e que não tomávamos o planeta porque não queríamos. Voamos alto, baixo, isolados, em formação. Fizemos acrobacias sobre cidades, bases aéreas, fortificações. Eu, pessoalmente, recebi ordem e agi contra um avião, armado que se aventurou a abrir fogo contra o meu aparelho. Mas nada convence o ser terreno...
Que ele continue no caminho atômico que está seguindo. Um dia o fim há de chegar. Ou nós ou o próprio homem — alguém apertará um botão, encerrando a história de uma humanidade que preferiu morrer a viver feliz nas leis que Deus lhe deu.

Página 115 a 124 do meu PDF – copiei tudo, porque realmente tem dados bem interessantes, com algumas explicações científicas.

A VIDA NOS OUTROS MUNDOS

P. — Todos os planetas são habitados?
R. — Nem todos. Alguns há que não o são. No nosso sistema temos habitados os planetas: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Urano, Netuno e Plutão. Júpiter e Saturno são desabitados, uma vez que não possuem atmosfera. Júpiter tem-na, mas não podemos considerá-la como tal em vista da sua pequena espessura. Já Saturno não contém nenhuma. É um globo de fraca densidade, quase inteiramente constituído de gases pesados, com uma pequena parte sólida no centro. É um mundo em formação. À medida que se for solidificando irá se contraindo, liberando os elementos que lhe darão uma atmosfera futura. Talvez que com a entrada de um novo sol no nosso sistema, aconteça uma espécie de "crackíng", precipitando os elementos com maior intensidade.
Júpiter, também, é um corpo novo, que conseguiu uma atmosfera rarefeita não faz muito tempo. Todavia, ainda é imprópria à vida.
À medida que esses corpos se forem densificando, ir-se-ão aproximando do centro de gravidade do sistema, uma vez que terão o diâmetro diminuído e uma maior densidade. Aos poucos serão mais atraídos, e menos repelidos.
Entretanto, muitos dos seus satélites são habitados.
P. — Mas Mercúrio, devido sua proximidade com o Sol, pode ter vida?
R. — Claro que sim. Sua enorme massa etérea filtra os raios solares. Note que enquanto a Terra tem uma cinta etérea que atinge só 400.000 km, naquele planeta ela atinge 628.000. Deus — ou a natureza, como vocês preferem — dá a coberta conforme o frio. No nosso caso é inverso: tanto mais calor, mais a coberta. Se você calcular a velocidade dos raios solares no espaço, segundo o método que eu disse de verificar essa velocidade pela diferença de luminosidade entre o sol nascente e o sol a pino, tomando como ponto de partida o raio equatorial da Terra, verá que Mercúrio, recebendo ondas mais intensas, tem a massa etérea exatamente no ponto suficiente para filtrar esses raios até que os mesmos caiam no espectro visível quando atingirem a superfície do Planeta.
Pelos cálculos que fizemos juntos você viu que à medida que os corpos se distanciam do Sol, a sua massa gasosa diminui até o ponto de Saturno, que não tem nenhuma. Até aí o éter e a atmosfera têm a finalidade de filtrar os raios solares. De Saturno para frente, porém, inicia novamente, em grau ascendente, a cinta etérea dos planetas. Agora a finalidade não é mais filtrar, mas reagir favoravelmente aos raios, produzindo o calor necessário, à vida. Logo a constituição atmosférica e etérea desses planetas não é idêntica a dos planetas aquém de Saturno, A quantidade de luz difusa é bem maior que na Terra. Sua atmosfera é boa condutora de calor, embora rarefeita, o que para vocês seria um absurdo.
P. — Eu acho difícil imaginar como um planeta distante possa ter essa atmosfera sensível aos raios solares, com fração tão pequena de luz que recebe.
R — Há muitas espécies de luz. Sua origem pode ser química, também. Sob a ação de bactérias os vegetais certas espécies, emitem luz. Os insetos produzem luz bastante forte, usando, internamente, reações a base de enzimas. Vocês têm a luz fria, conseqüência do curto-circuito num gás. Ora, porque negar, então, outros meios à natureza para dar vida a um planeta? Emita uma onda eletrônica num tubo de hidrogênio e êle dará uma luz azulada; altere o hidrogênio, unindo-o a outros gases, e obterá outra espécie de luz.
Quer demonstração mais notória dessa possibilidade do que oferece o cloro ? Una-o, em certa quantidade, à água. Se depois você fizer um raio luminoso atingi-lo, obterá uma violenta explosão, com emissão de luz e calor.
Imagine que na atmosfera dos planetas se produzem reações idênticas. Um insignificante raio pode produzir tremendas reações, com fabulosas tempestades magnéticas.
P. — São constituídos de matéria os seres que habitam esses planetas?
R. — De que você queria que fôssemos? De energia não seria possível. De energia só o espírito.
P – Quanto ao aspecto, quais as principais diferenças que existem entre as pessoas dos vários planetas ?
R. — Não podemos dizer, por exemplo, que os homens de Mercúrio sejam altos ou baixos. Tem de tudo, como vocês têm o pigmeu. Entretanto, sua maior altura é de 1,60 m. Daí para baixo. São tipos fortes, morenos, olhos pequenos, imberbes, testa curta, nariz bem feito, inteligentes, dinâmicos e ageis.
Em Vênus já atingem tipos até 1,80 m. São de várias raças, predominando o tipo claro. São finos de corpo, mas são os que mais se assemelham aos terrenos interna e externamente. São dinâmicos, loquazes, bondosos e eminentemente místicos.
Em Marte há duas raças fundamentais: uma loira e outra morena. A raça loira é mais dócil e terna. A morena é constituída de seres baixos e vivos. São os mais lépidos do sistema planetário.
Júpiter não tem vida. Só nos satélites. Mas a variedade é grande nesses corpos celestes. Há desde homens que atingem 2,40 até seres liliputianos; Mas vivemos numa mesma família. Os seres pequenos são em maior número.
Em Saturno também não há vida. A sua falta de atmosfera faz que a sua superfície seja crivada de meteoritos. Só dois satélites são habitados. Mas ali os homens são inteligentes e bondosos. Têm suas naves interplanetárias, mas pouco atravessam os espaços. São criaturas quase inexplicáveis para vocês, porque nunca morrem. Têm o que podíamos dizer o corpo da ressurreição. Nunca cometem qualquer mal. Entretanto, são materiais. São homens de estatura elevada de olhos grandes e magnéticos. Nem nós compreendemos toda a sua sabedoria. São enigmáticos.
Em Urano e Netuno os homens são muito parecidos. São altos e musculosos, corpo redondo, olhos grandes, cabeça muito desenvolvida. O funcionamento orgânico difere dos demais. Não se alimentam de substâncias pesadas como nós outros, mas se nutrem de líquidos ou gases. O sangue é diferente.
Em Plutão a vida é muito parecida com a da Terra. São homens idênticos em quase tudo. Mas não obstante a elevada inteligência que possuem, erraram demasiadamente e se esqueceram de Deus. Deixaram que os instintos baixos os dominassem. Há muito que aprenderam atravessar os espaços. Não fazem guerra entre eles — aliás só existe guerra na Terra. Mas são seres perigosos, e a eles vocês devem os casos de discos que fizeram mal a muitas pessoas na Terra. Se não fazem mal aos habitantes do sistema é porque sabem que os outros lhe são superiores, e que qualquer tentativa de domínio poderia ser-lhes fatal. Mas a sorte deles está selada.
Os homens da Terra erram muito, e este planeta é considerado o centro do mal. Mas os seus habitantes ainda estão na infância, no alvorecer da vida inteligente, a não ser uma pequena elite que aqui aporta com finalidades de ensino. Por isso Deus castigará a humanidade terrestre, mas com medida, sem expulsar o planeta do sistema solar. Apenas evacuará os que não se ajustam numa ordem elevada, deixando sobre sua superfície um resto que será parecido com os habitantes dos satélites de Saturno.
Plutão, porém, sofrerá com rigor a justiça. Não será permitido o mal eternamente. A transgressão das leis é apenas um fenômeno, porque se a transgressão fosse uma condição de qualquer indivíduo, que se prepara na escala dos mundos, então ela é que seria lei. E é um absurdo que o mal seja uma lei. Em qualquer dos mundos habitados só existem dois artigos com foros de eternidade: amor a Deus e ao próximo. Tudo o que sair disso é contravenção.
Os homens de Plutão conheciam as leis divinas, mas fizeram delas caso omisso. O prazer sexual dominou-os, e depois, como conseqüência direta, abordou-os os outros erros, como a idolatria, o sodomismo, a rebelião, o desrespeito pela integridade física do próximo e todo o cortejo do mal. O erro é como a avalanche. Pode iniciar com a queda de uma simples pedrinha e terminar no inteiro desmoronamento.
Por isso Plutão será arrancado daqui e vagará até cair na constelação mais próxima. Seus habitantes sofrerão horrores e não terão como escapar. Voltarão ao estado das cavernas em condições inenarráveis. O esplendor das suas cidades, com. sistemas rápidos de transporte, luzes deslumbrantes, comunicações, enfim tudo o que uma humanidade super inteligente pode conseguir através de milênios de progresso constante, que vocês não podem ainda imaginar entrará no acaso e desaparecerá em ruínas como a Babilônia terrestre com os seus jardins suspensos.
Assim o nosso sistema voltará à normalidade e todos seremos só uma família, sob um único brasão: amor.
P. — Segundo posso depreender das suas afirmações, de que restará na Terra uma humanidade parecida cornos habitantes dos satélites de Saturno, posso então interpretar que os seres terrestres serão modificados?
R.—É' exatamente isso que eu quero dizer. O ser terrestre atingiu um ponto máximo na sua escala. Sua inteligência não pode ir além dos sentidos normais. Vocês falam em evolução biológica, mas vejamos se isso é verdadeiro. Inteligência e corpo somático devem seguir "pari-passu", ou deviam seguir se isso fosse verdadeiro. Todavia, enquanto a inteligência atingiu um alto grau, o corpo foi acometido, e continuará com mais intensidade, por moléstias estranhas. Houve nesse caso um fenômeno de regressão física e urna evolução mental.
E' que a raça terrena, atingiu o ponto em que deve desaparecer. As raças são como um homem: têm a sua infância, adolescência, maturidade, decrepitude e morte.
Também o corpo atual, se permanecesse como está, não daria oportunidade para que a inteligência desabrochasse ainda mais. A técnica e a ciência humanas atingiram um estágio tão avançado que os seus cálculos já não podem mais ser resolvidos pelo cérebro, mas carecem de máquinas. Ora, seria a fria máquina superior ao espírito? Não. É preciso, então, que uma nova raça apareça na Terra. Será constituída por seres, cujo cérebro tenha capacidade suficiente para compreender os problemas complexos que mais e mais assediam o progresso. Terão esses corpos capacidade para darem mais um salto no longo caminho da sabedoria.
Como podem vocês falar em progresso indefinido, metidos num corpo com capacidade limitada a baixo grau?
Logo, é errado dizer-se que a natureza não dá saltos. O seu progresso é inteiramente baseado em saltos. É como a série CH da química. Acumula-se conhecimentos até que num momento se dá uma transformação, integral do cérebro e do corpo.
Se você juntar um átomo de hidrogênio a um de oxigênio, eles continuarão em estado gasoso; mas se adicionar mais um de hidrogênio haverá uma transformação repentina, e eles deixarão de ser gases para se tornarem um.liquido.
Na série CH, também, se dá a mesma coisa. Se tivermos o CH2 teremos um gás. Se formos adicionando elementos separados nada obteremos; até que o número seja C2H4. Então há uma transformação repentina, o gás troca inteiramente suas características. O gás não foi mudando gradativamente, mas conservou os elementos até que a sua soma atingisse o ponto de transformação. Na vida o processo é o mesmo. Na história de um globo estão sepultadas muitas raças.
Supondo existir a seleção natural, a ciência terrena procurou os elos da cadeia evolucionista, Não os encontrou e jamais há de encontrar. Simplesmente eles não existem. Encontram apenas as falhas, que demonstram nunca terem existido.
E' muito singular que. todas as raças houvessem deixado sinais de sua passagem pela Terra. Será que só aquelas que foram os elos sé recusaram deixar o seu rastro? Que sortilégio teria feito a natureza para ocultar, se tudo o que existe concorre para o esclarecimento do homem? Não é, pois, assim. Vencida a capacidade de uma raça de suportar.a luta contra o tempo e meio, que se modifica a todo instante, desaparece como qualquer outra coisa da vida. Se até um sol tem sua velhice e destruição, quanto mais uma raça!
Mas o que é impossível ao homem é fácil para Deus. Num momento Ele faz que um planeta seja habitado (28).
P. — Mas de que forma pode um planeta passar a ser habitado se todo o seu povo desaparecer?
R — Deus faz uma ressurreição. (29).
P. — Como?
R. — O espírito age e plasma a matéria como bem deseja.
R. — Nos fenômenos metapsíquicos que ocorrem nas sessões onde essa prática é comum, o espírito lança mão do ectoplasma do agente passivo e com ele modela um corpo que aparecemos vivos. Seu organismo é real. Suas pulsações podem ser controladas. Tem todos os órgãos como qualquer indivíduo normal.
Depois da manifestação, geralmente provoca a absorção do ectoplasma pelo agente passivo e desaparece novamente.
Entretanto, bastaria que quisessem e continuariam vivos, com inteira vida de relação. Muitos, que se manifestaram dessa forma, deixaram cabelos e pedaços da indumentária, que se conservaram..intactos. Assim como fragmentos continuaram existindo, o corpo também podia continuar. Bastava que se isolassem do agente passivo.
Se Deus permitisse e ordenasse que uma nova raça povoasse a Terra, os espíritos poderiam lançar mão de ectoplasma do próprio pó da terra e com ele constituir corpos muito superiores aos que agora existem. Esses novos seres teriam corpos e cérebros fantásticos.
È esse o fenômeno da ressurreição, E, se simples espíritos inferiores, podem plasmar um corpo pela sua simples vontade, o que poderia fazer Deu se resolvesse repovoar a Terra?
P. — Quer isto dizer que a nossa raça atual teve esse principio?
R. — Não resta dúvida. Adão foi realmente plasmado do pó da Terra, isto é do seu ectoplasma. Havendo a antiga raça consumida toda a sua energia evolutiva, foi preciso que houvesse uma intervenção dos poderes celestes e fosse criada uma nova. Esse fenômeno fica bem esclarecido quando se trata de Eva. Deus fez cair Adão em um sono profundo, usando-o como paciente fornecedor de ectoplasma, e o corpo da mulher foi modelado. Foi, de fato, carne da carne de Adão, e o narrador bíblico disse bem quando declarou que a mulher foi modelada da costela masculina.
P. — Mas não é o ectoplasma um subproduto nervoso? Como podia ser tirado da terra?
R. — Todas as coisas saem da terra. O vegetal tem também o seu ectoplasma e as raízes sugam-no do solo. Se um poder é capaz de constituir um novo corpo, não o seria para retirar o. necessário do solo? Seria diminuir muito os poderes de o Espírito Supremo dizer que quem faz a matéria não tem poder para fazer o ectoplasma.
P. — Se houvesse um desastre atômico e o meio se tornasse impróprio à vida, como poderia os espíritos modelar corpos novos e continuar vivendo?
R — A vida podia se tornar imprópria para o corpo atual, mas podia, também, ser o ideal para corpos diferentes. Deus faz os tipos conforme o meio a que se destinam. A minhoca vive no mesmo mundo que o homem, mas o seu lugar ideal é o solo; os peixes na água; os anfíbios tanto vivem num como, no outro elemento; o condor prefere as alturas, onde a atmosfera é mais rarefeita; os vermes só vivem no intestino.
Se agora a vida se manifesta de várias formas, teria a natureza esgotado na Terra a sua capacidade e o seu repertório? O leão morre nas zonas polares, enquanto que o urso ali está feliz. Quer a Terra fique coberta de gelo, quer aqueça demasiadamente, quer fique ou não radiativa, a natureza fará a adaptação de um tipo apropriado. E se a natureza, com esse poder maravilhoso de criar, tiver o adjutório de um poder espiritual, quantas maravilhas conseguirão fazer?
O homem terá de desaparecer da superfície da Terra. O homo-sapiens dará lugar ao homem espiritual, mas que deixassem que a natureza sozinha fizesse essa transformação sem grande abalo. Quando o primeiro homem da sua raça atual, que era uma ressurreição de uma raça em extinção, fez o seu aparecimento sobre o planeta, ainda haviam homens antigos, que aos poucos foram se extinguindo. Não chegou a haver um desaparecimento total de seres vivos. Entretanto o homo sapiens parece que tem pressa, de chegar ao fim da sua carreira, roubando à natureza o seu direito de enterrar os seus mortos pelo esgotamento físico. Talvez seja a fascinação do abismo. . . (30).

Notas de rodapé de diversas páginas deste capítulo:

28) Agora são criadas, e não desde então, e antes deste dia não as ouvistes, para que não digas: Eis - que já eu as conhecia". Isaias.
29) São Clemente de Alexandria, discípulo de Panteno, que por sua vez foi discípulo de São João, falando sobre a ressurreição dá a entender que esta é um fenômeno periódico na vida de um mundo, como acontece com o dia e a noite. (Carta aos Corintios, cáp. 24). Para ele, uma humanidade é criada e vive até que outra lhe suceda no tempo. No cap. 25 da mesma carta fala, como exemplo, da Fênix divina, que nasce do cadáver da sua antecessora, quando esta envelhecendo morre. Assim, uma humanidade, segundo outros padres apostólicos, limitasse a viver 7.000 anos apenas, esgotando, nesse tempo, a sua capacidade de se adaptar ao meio que a todo instante se modifica.
30) São múltiplas as passagens da Bíblia que falam na destruição completa dos seres vivos.
Em Isaias lemos o seguinte:
"Até que se assolem as cidades, e fiquem sem habitantes, e nas casas não fique morador, e a terra seja assolada de todo, e o Senhor afaste dela os homens e no meio da terra seja grande o desamparo (Cap. 6:11 e 12);
Por causa da ira do Senhor dos Exércitos a terra se escurecerá, e será o povo pasto do fogo; ninguém poupará ao seu irmão (Cap. 9:19);
Uma destruição está determinada, transbordando de justiça. Porque determinada já está a destruição, e o Senhor Jeová dos Exércitos a executará no meio de toda esta terra. (Cap. 10: 22 e 23);
Eis que o dia do Senhor vem, horrendo, com furor e ira ardente, para pôr a terra em assolação e destruir os pecadores dela. Porque as estrelas dos céus e os astros não deixarão brilhar a sua luz; o sol se escurecerá ao nascer, e a lua não fará resplandecer a sua luz. E visitarei sobre o mundo a maldade, e sobre os ímpios a sua iniqüidade; e farei cessar a arrogância dos atrevidos, e abaterei a soberba dos tiranos. Farei que um homem seja mais precioso do que o ouro puro, e mais raro do que o ouro de Ofir. Pelo que farei estremecer os céus, e a terra se moverá do seu lugar... (Cap. 13:9 a 13); porque o homem violento terá fim; a destruição é desfeita, e os opressores são consumidos sobre a terra. (Cap. 16:4); Eis que o Senhor esvazia a terra, e a desola, e transtorna a sua superfície, e dispersa os seus moradores.
De todo será esvaziada a terra, e de todo será saqueada, porque o Senhor pronunciou esta palavra. ...a maldição consome a terra, e os que habitam nela serão desolados; por isso serão queimados os seus moradores e poucos homens restará. ...os fundamentos da terra tremem. De todo será quebrantada a terra, de todo se romperá a terra, e de todo se moverá a terra. De todo vacilará a terra como o ébrio, e será movida e removida como a choça de noite; e a sua transgressão se agravará sobre ela, e cairá, e nunca mais se levantará. (Cap. 24).

Ao mesmo tempo em que fala da destruição, afirma que a terra será habitada por outros homens: E dirás no teu coração: Quem me gerou estes? pois eu estava solitária; entrara em cativeiro, e me retirara; quem então me criou estes ? eis que eu fui deixada sozinha; e estes onde estavam? (Isaias 49). Serão renovos por mim plantados, obra das minhas mãos, para que eu seja glorificado. (Isaias 60:21)
Porque eis que eu crio céus novos e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão. (Isaias 65:17).

Página 125 a 130 do meu PDF – Adeus e Conclusão do Autor (comovente!)

Nós NOS ENCONTRAMOS na Estação Roosevelt. [Em São Paulo]. A princípio continuamos nossa palestra sobre vários assuntos de ciência. Depois falamos de moral e religião. Então ele me disse:
— Agora eu me vou. Se quiser me ver outra vez, aguarde-me na Estrada de Angatuba entre os dias 14 e 17 de novembro de 1956. Se houver um imprevisto de sua parte, em 1959, se você ainda estiver por aqui, eu virei vê-lo. Mais uma vez cumprirei minha palavra.
Quero, porém, que você se recorde sempre de uma coisa: não dê tanto valor sobre tudo o que falamos de ciência. A ciência é tão somente um meio de nos proporcionar facilidades e de ensinar-nos como se utilizar das forças da natureza. Busque a ciência para a felicidade de todos, mas busque principalmente a Deus, porque só Ele tem significado no universo. No amor existe a verdadeira ciência.
De que vale ao homem conhecer todas as coisas, de não haver nenhum segredo para ele no universo se perder a sua alma. A ciência é como uma lei civil. Esta só é boa quando serve para garantir os direitos do homem, para protegê-lo, para ampará-lo, para servi-lo. Se perder o seu caráter de protetora e em vez de servir tornar-se opróbrio, convém desaparecer e ser criada outra. Leis erradas não podem nem devem ser respeitadas. São como o sal a que Cristo se referia: se o sal perder a sua qualidade e o seu poder de salgar, convém seja jo-gado fora e pisado pêlos homens. Também a ciência existe pára que por ela o homem viva bem e haja abundância sobre toda a criação. Mas se essa ciência, em vez de ser uma dádiva de Deus, for uma fonte de destruição para o gênero humano, convém que seja esquecida. Sem ela o homem pode viver desfrutando o que a natureza espontaneamente dá; mas sem o espírito de misericórdia e de respeito pela vida do próximo a vida da terra será destruída inexoravelmente. Deus não destrói ninguém, mas o homem pela ciência acabará destruindo a si e ao seu próximo.
Nem busque a salvação da sua alma através da ciência. Se esta fosse um meio para enriquecer o espírito, baseando-se o homem numa ciência errada estaria já no inferno ha muito tempo. A sua posse não significa coisa alguma. Sem ela milhões continuam vivendo como espíritos, mas com ela milhões encontraram somente a desgraça. De que vale um conhecimento que fez de cobaia um povo inteiro, matou milhares, destruiu inocentes levou a lágrima a muitos corações naquelas cidades: inesquecíveis do Japão, cujos nomes ficaram como um marco balizando a estrada da destruição?
Nada pode valer. Todos quantos viajamos pelo espaço, homens de muitos planetas, contemplando aqueles lugares, nos comovemos e nunca nos cansamos de dizer: aqui está o lugar da primeira punhalada que o poder brutal desferiu contra a Terra e os seus habitantes. Aqui estão as setas que apontam para o Armagedon predito para os homens. Neste local os povos cristãos assassinaram Jesus Cristo e proclamaram a supremacia da besta que há de dominar a Terra.
Oxalá o ser terreno tivesse bastante ciência e dominasse toda a natureza para não ser tão pobre. Mas já que a ciência para ele é um grande mal, que viva sem ela, mas viva. Melhor é viver na ignorância e deixar que os outros vivam do que.morrer afogado num poço de sabedoria.
Em vão adoram Cristo, inutilmente lhe fazem reverências. A única coisa que Ele gostaria que fizessem era que se amassem. Que o homem não ore tanto com palavras bonitas, porque Deus não se comove com retórica; façam da própria vida e do amor ao próximo uma oração constante.
Ainda é tempo de salvar o mundo. Ao arrependido há sempre uma oportunidade. Não há criminoso que não possa ser perdoado. Se o crime é grande, o amor de Deus é maior que tudo. Se para ser perdoado fosse necessário o tempo, Deus faria que uma fração de segundo se tornasse numa eternidade inteira e sem fim. Os atos divinos não se subordinam ao tempo ou espaço. Eis a razão porque muitos criminosos, num momento, se transformaram em santos e mártires. Por um instante abandonaram o mal com todas as forças do seu coração e se perpetuaram na ação de um segundo divino. Se por uma alma Deus zela com tanta solicitude, não zelaria muito mais pela humanidade?
Por isso, cuide mais da parte moral. Que a ciência seja um adjutório para esclarecê-lo.
Eu sei que você se recusará relatar aos outros os encontros que tivemos; mas um dia terá de fazê-lo movido pelas circunstâncias. Elas serão as armas que o demoverão. Não pense, porém — quando; relatar aos outros — que isto vá fazer grande coisa. Muitos fizeram sem resultado aparente, e o prêmio do esforço foi somente aquele que ninguém pode arrebatar, porque existe apenas no fundo do coração. Há de ter alguém anônimo, porém, a quem as suas palavras serão de grande valia.
Agora, adeus. Vou levando alguns livros para estudar melhor a ciência da Terra. Quando eu voltar, farei o possível para trazer-lhe alguma coisa escrita sobre a nossa ciência e a moral que praticamos. Enquanto isso ficaremos ligados em pensamento.
E se você voltar e eu já não estiver mais aqui? - perguntei-lhe.
Seria melhor mesmo que não estivesse, porque então devia estar em outra parte, onde nos seria mais fácil ter contato. Mas não vá sem dizer aos seus amigos que a vida se estende pelos espaços; infinitos, de esfera a esfera, de mundo a mundo, e que além da morte há esperanças e consolações. Diga-lhes que onde se encontrar o espírito, Deus já lhe terá preparado a morada. O cisne sempre se conservou calado, mas que não o deixe desaparecer antes de cantar. Ele me apertou a mão e o antebraço, e se despediu mais uma vez. Eu quis segui-lo até o local onde devia tomar a sua nave interplanetária, mas ele me disse:
— Para que seguir-me? Não venha. O meu aparelho está bem próximo daqui, e não lhe seria agradável ver em que circunstâncias eu o tomo. Sofro com isso, e você sofreria também Haveria sempre um momento de separação e antes de tomar o disco você já não poderia mais me ver. Fique com Deus. Eu o fiquei vendo desaparecer na esquina. Tive ímpetos de segui-lo, custasse o que custasse. Mas seria deslealdade com quem demonstrou ser tão amigo...


CONCLUSÃO

NARRAMOS leitor amigo, o que conosco sucedeu. Disse-mos-lhe o que ouvimos. Quer sejam bons, quer sejam maus, os conceitos que neste livro foram impressos não foram nossos. Da forma como ouvimos e anotamos procuramos relatar. Nada quisemos acrescentar. Ao contrário, reduzimos muito, seja porque não quisemos aumentar o livro, seja porque julgamos inconveniente publicar coisas que em nada viriam auxiliar na solução dos nossos problemas mais imediatos.
De que vale dizermos a utilidade do anti-eletron no campo da técnica e da sua utilização na destruição da matéria, se isso seria aplicado mais como arma de destruição do que de construção? Basta o que.já temos para causar tanto dano ao próximo! Oxalá o homem não se utilizasse dos seus conhecimentos em detrimento da vida e dos direito alheios.
Apenas dissemos o que pode ser aproveitado para melhorar as relações humanas. Muita coisa deixamos em suspenso, mesmo nesse terreno, até que verifiquemos a receptividade deste livro. É claro que nem tudo falamos sobre a forma como os discos-voadores voam, e muito menos sobre os processos científicos empregados para obterem a fenomenal estabilidade que demonstram. Pareceu-nos traição ao nosso próprio povo tornar pública uma coisa que pode por ele ser aproveitada para solucionar os ingentes problemas que se lhe antepõem. Dono de um vasto território, com populações paupérrimas no seu interior, ninguém mais que o Brasil podia ser beneficiado com um aparelho sem limite de capacidade de carga e com velocidade jamais vista.
Trata-se de um aparelho que põe por terra tudo o que sabemos em aerodinâmica. Qualquer que sejam a sua forma, sua capacidade e velocidade são praticamente, as mesmas. Depende do que quisermos transportar. Pode ser feito em forma de sino, achatado, fusiforme, quadrado, elipsóide etc. Seriam mais que navios alados. Dez desses aparelhos podiam transportar toda a safra do Paraná, em questão de minutos, sem necessidade de campos especiais para aterrissagem. Desapareceriam a importância das estradas de ferro e de rodagem, com os seus transportes morosos e sujeitas às condições climatéricas.
Enfim, uma das finalidades deste livro foi procurar demonstrar as forças de que se valem os discos para voarem em, nossa atmosfera e os meios que empregam para atravessar o espaço nas viagens interplanetárias.
Muitos acreditam serem os discos da própria Terra; outros os supõem vindos de outros mundos. Há, ainda, os que afirmam serem oriundos de cidades subterrâneas, de uma civilização que se ocultou sob o solo com a finalidade de se furtar ao contato conosco. Não discutimos a sua origem, porque nada de aproveitável pode sair de uma polêmica. Que interessa ao mundo conhecer a sua procedência?
Num planeta atormentado por problemas tremendos, o que de fato podia interessar seria conhecer os meios de que se utilizam e depois dar um balanço nos conhecimentos terrestres e verificar a possibilidade que temos de fazer coisa igual ou aproximada. O resto seria estéril discussão acadêmica, que a espíritos práticos não pode interessar.
Entretanto, este é um ponto de vista exclusivamente nosso que o leitor pode ou não aceitar. Somos apenas o réu, que confessa ter praticado o crime de haver entrado em contato com seres que se dizem extraterreno. O leitor é o juiz, de quem esperamos o veredicto. Aguardamos a sua palavra, curvados, no pelourinho da crítica, para que recebamos o castigo ou o prêmio merecido.
Entretanto, qualquer que seja a sentença, nada nos poderá abalar. A convicção de um homem não pode estar sujeita aos pontos de vista dos seus circunstantes.
Do espaço da Terra ou de sob a terra — não importa—sabemos que o que nos foi revelado é verdadeiro, E para isso temos fundamentadas razões. Se um dia chegássemos à conclusão que esse estranho personagem que entrou em contato conosco foi o demônio materializado, então teríamos razão para afirmar que ao menos uma vez na vida o diabo falou a verdade. Que ele recebesse nossas congratulações pela veracidade que usou ao menos essa vez.

O que nos quer parecer, porém, é que os seus conceitos eram demais elevados, já não digo para o demônio, mas para um ser terrestre. Ainda que fosse uma completa inutilidade tudo o que por ele foi dito do ponto de vista científico, ainda restariam as suas palavras aconselhando os homens à paz e a misericórdia. Restaria ainda um apelo, num momento em que se ouve o rufar dos tambores conclamando a humanidade para o holocausto de sangue a ser celebrado no Vale de Josafá, em homenagem ao deus da guerra. Ficaria uma afirmação categórica da existência de Deus, nesse instante que o mundo se chafurda no lamaçal das paixões mais ignóbeis, e um chamamento ao homem para o caminho da temperança, da compostura, do bem enfim.
Oxalá viesse à Terra alguém muito mentiroso, mas que tivesse a divina capacidade de fazer que os homens se lembrassem de Deus e que passassem a seguir os seus mandamentos, demonstrando ser verdadeiro tudo o que ficou escrito pelos primeiros cristãos.
Infelizmente, porém, este pequeno livro não é de âmbito internacional. Primeiro, porque falta ao autor o espírito de escritor; segundo, falta ainda conhecimento científico à altura de fazer demonstrações cabais; terceiro, dado a pobreza com que lutamos, ser-nos-ia impossível fazer uma grande edição em língua portuguesa e providenciar a tradução para outras línguas. É um livrinho para consumo doméstico, e o autor, sinceramente, espera que você, leitor amigo, tire dele o melhor proveito.

O AUTOR.

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